Subsídio de R$ 78 milhões para transporte coletivo entra na pauta da Câmara

Foto: Jardy Lopes

Os vereadores de Rio Branco se reuniram nesta terça-feira (15), na sala de reuniões das comissões da Câmara Municipal, para analisar uma série de projetos em tramitação na Casa. Entre as matérias está o Projeto de Lei nº 88/2026, de autoria do Executivo Municipal, que autoriza a concessão de subsídio tarifário ao sistema de transporte coletivo urbano da capital.

De acordo com o projeto, o subsídio terá teto financeiro anual de R$ 78 milhões, com previsão de utilização ao longo de 12 meses. A proposta também estabelece condicionantes relacionadas à responsabilidade fiscal e à prestação de contas.

O vereador Fábio Araújo (MDB) afirmou ao ac24horas que o subsídio faz parte de uma reformulação do sistema de transporte coletivo e está relacionado às mudanças previstas no edital de licitação.

Segundo o parlamentar, a Câmara já analisou um projeto que altera a metodologia de cálculo da tarifa, passando a considerar o valor do quilômetro rodado. Fábio explicou que, na época da elaboração do edital, entre 2024 e 2025, o valor utilizado como referência era de aproximadamente R$ 10 por quilômetro. Com as atualizações, o montante teria chegado à faixa de R$ 11.

Novos ônibus

Fábio Araújo também destacou a previsão de renovação da frota. Segundo ele, o sistema deverá contar com 80 ônibus novos, zero quilômetro, além de outros 40 veículos com até cinco anos de uso.

Na avaliação do vereador, a medida representa uma mudança no transporte público da capital e poderá resultar em melhorias para os usuários.

“São 80 ônibus novos, zero quilômetro, e mais 40 com até cinco anos de uso. Com certeza, a Prefeitura de Rio Branco, a partir de agora, vai dar um tom novo para o transporte público”, afirmou.

De R$ 43 milhões para R$ 78 milhões

O vereador também comparou o novo valor previsto no projeto com o subsídio aprovado anteriormente pela Câmara. Segundo Fábio, o município havia estabelecido anteriormente um subsídio de R$ 43 milhões, medida à qual ele afirmou ter sido contrário à época.

Com a nova proposta, o teto anual passa para R$ 78 milhões, um aumento de R$ 35 milhões em relação ao valor anterior.

Saimo Martins

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