Acre registra 18,9 mil acordos para renegociação de dívidas em agosto

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A inadimplência atinge 47,35% da população adulta do Acre, segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação da Serasa referente a agosto de 2026. O percentual coloca o estado entre as maiores taxas de consumidores com dívidas em atraso no país, embora fique abaixo da média nacional, que chegou a 51,06%.

No ranking nacional, o Acre aparece com a sétima menor proporção de inadimplentes entre os 27 estados e o Distrito Federal. O índice acreano fica acima apenas dos registrados em Goiás (47,31%), Rio Grande do Sul (46,92%), Maranhão (46,45%), Paraná (46,35%), Bahia (45,95%), Sergipe (45,55%), Espírito Santo (44,46%), Paraíba (43,89%), Santa Catarina (41,57%) e Piauí (40,86%). Na outra ponta, o Amapá apresenta a maior taxa do país, com 64,94%.

O levantamento também mostra que o Acre registrou 18.916 acordos fechados por meio do Serasa Limpa Nome em agosto. O número coloca o estado entre os menores volumes de negociações do país, resultado que está relacionado ao tamanho da população acreana. Em comparação, Amazonas teve 91.776 acordos, Rondônia 37.748 e Pará 154.116.

Apesar do volume relativamente baixo de acordos, existe uma grande quantidade de ofertas disponíveis para consumidores acreanos renegociarem suas dívidas. O Serasa contabilizou 2.553.147 ofertas no estado em agosto, enquanto o Amazonas tinha 13.474.420 e Rondônia, 5.151.202. Em todo o Brasil, eram 738 milhões de ofertas disponíveis, com valor total superior a R$ 1,1 trilhão.

No cenário nacional, a Serasa contabilizou 83,9 milhões de inadimplentes em agosto, com 350 milhões de dívidas. O valor total devido chegou a R$ 592 bilhões, com média de R$ 7.049,68 em dívidas por pessoa e R$ 1.687,27 por dívida.

Entre os consumidores que negociaram suas dívidas pelo Serasa Limpa Nome no país, foram fechados 4,74 milhões de acordos por 2,89 milhões de clientes. O valor médio de cada acordo foi de R$ 741, enquanto os descontos concedidos nas negociações ultrapassaram R$ 11,8 bilhões.

Lucas Vitor

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