A Amazon pagou uma multa de R$ 5 milhões a Galvão Bueno por rescindir seu contrato no mês de maio. Segundo informações de Gabriel Vaquer, da Folha de S. Paulo, o vínculo era válido até dezembro de 2027 e o valor integral era de R$ 17 milhões.
De acordo com o jornalista, as conversas para definir o valor do pagamento só foram concluídas no fim de agosto, depois de duas rodadas de negociações. O narrador e a sua equipe avaliaram uma disputa litigiosa, ou seja, quando o conflito não é resolvido de forma amigável e precisa ser levado à Justiça.
No entanto, Galvão preferiu seguir com a conversa. Na primeira proposta, a Amazon ofereceu R$ 1 milhão, o que foi recusado pela equipe do locutor. Em uma contraproposta, o profissional sugeriu R$ 7 milhões. A Amazon, por sua vez, solicitou novas conversas e propôs R$ 5 milhões, o que acabou aceito por Galvão.


A empresa alegou que estava insatisfeita com as críticas que as transmissões do narrador do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil vinha sofrendo nas redes. Conforme Vaquer, a saída do locutor se deve à mudança de comando no setor de esportes da Amazon na América Latina, que passou a responder mais diretamente ao escritório global do Prime Video, na Inglaterra.
A notificação ainda teria pego de surpresa os membros da equipe de esportes da Amazon, já que as transmissões com Galvão eram recordistas de audiência na plataforma. “A ordem para rescindir o contrato veio de cima“, relatou Vaquer.
O narrador foi contratado pela Amazon para ser a voz do serviço de streaming nas transmissões de futebol brasileiro. Ele saiu da Globo após 40 anos e iniciou os trabalhos na plataforma no fim de 2024.
O jogo mais visto da história do Prime Video foi entre o Flamengo e Vasco, exibido com exclusividade na voz de Galvão, em 2025. A plataforma ainda teria usado a popularidade do locutor para vender assinaturas com eventos ao vivo. Por enquanto, a Amazon não se pronunciou sobre o assunto.
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