A volta de Harry e Meghan Markle para a Inglaterra promete virar uma dor de cabeça para o príncipe William. Desde que abriu mão das obrigações como membro sênior da família real, o filho mais novo do rei Charles III mantém uma relação conturbada com o irmão. Em entrevista ao Page Six nesta sexta-feira (21), o especialista na realeza britânica, Tom Sykes, afirmou que o retorno deverá ser um grande desafio para o monarca, que provavelmente terá que fazer a ponte entre os dois filhos.
“[William] terá que descobrir como vai reagir”, observou Sykes. O especialista acredita que o marido de Kate Middleton não sustentará o afastamento, nem conseguirá continuar se recusando a ver e falar com o irmão mais novo.
“O que vai acontecer se Charles convidar Harry para se juntar à família real no Natal? O que vai acontecer se Harry quiser participar das comemorações do Dia da Lembrança?”, questionou. “O que vai acontecer se o pai dele apoiar Harry aparecendo em público lado a lado com ele? É uma enorme sucessão de desafios para William”, continuou Sykes.


Quem provavelmente ficará no meio do mal-estar entre os irmãos será o rei Charles III. Segundo o especialista, Harry buscará o apoio do pai para a realização dos Jogos Invictus, um evento multiesportivo internacional organizado por ele para militares feridos, lesionados e doentes.
“Acho que outro ponto claramente em jogo é conseguir o apoio do rei para os Jogos Invictus, que estão com sérios problemas de arrecadação de fundos”, ponderou. Em seu retorno à Inglaterra, cabe a Harry conseguir convencer o pai de ajudá-lo com o projeto.
“Mas agora, se Harry conseguir restabelecer rapidamente a proximidade com o rei e conseguir trazer o rei como convidado nos Jogos Invictus, ou melhor ainda, conseguir trazer o rei como a autoridade que inaugurará os Jogos Invictus, então acho que veremos, de repente, patrocinadores se interessando em massa por isso”, explicou.
O único elo que pode resolver a briga entre Harry e William é mesmo o rei Charles III. No entanto, Sykes considera a manobra “uma grande vitória” para Harry, ao mesmo tempo que pode ser “um grande erro” para o monarca.


Além da relação com o irmão e o pai, Harry também deve enfrentar o desafio de restabelecer a conexão com o povo inglês. “Esses dois são incrivelmente impopulares”, disse Sykes, referindo-se a Harry e Meghan. “E agora, aqui estão eles, voltando com o rabo entre as pernas”, concluiu.
Harry e Meghan voltam à Inglaterra após distanciamento da monarquia
No início da semana, o Page Six confirmou a volta do casal para a Inglaterra por “um período prolongado”. Os dois e os filhos, o príncipe Archie, de 7 anos, e a princesa Lilibet, de 5, ainda não têm endereço definido no país. No entanto, o The Sun apurou que eles irão morar em uma “residência não real”.
Afastados da monarquia, Harry e Meghan deram declarações delicadas sobre a convivência familiar e os bastidores da realeza. Em 2021, a duquesa de Sussex concedeu uma entrevista à Oprah Winfrey e falou sobre um o racismo que seu filho, Archie, teria sofrido quando ela ainda estava grávida.


Segundo Meghan, houve “várias conversas” dentro da Família Real sobre “quão escura seria a pele do bebê”. Questionada se revelaria o nome de quem participou da conversa, ela respondeu: “Acho que isso seria muito prejudicial para eles”.
Harry também já contou algumas passagens difíceis com a família no livro “Spare” (“O Que Sobra”), publicado em 2023. De acordo com o príncipe, a briga que foi um divisor de águas em sua relação com William envolveu até mesmo agressão física. O sucessor de Charles teria empurrado o irmão mais novo no chão e chamado Meghan de “difícil”, “rude” e “agressiva”.
“Tudo aconteceu muito rápido. Muito rápido mesmo. Ele me agarrou pelo colarinho e me derrubou no chão. Caí em cima da tigela dos cachorros, que se quebrou sob minhas costas, e os pedaços me cortaram. Fiquei ali deitado por um momento, atordoado, depois me levantei e mandei ele embora”, descreveu o duque.
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