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epois das Havaianas em parceria com a MM6 Maison Margiela, outro sapato clássico ganhou uma versão inusitada na semana de moda de Milão. A Onitsuka Tiger transformou, na coleção de primavera-verão 2027, seu tradicional tênis Mexico 66 em bota de salto.
A silhueta icônica da marca japonesa, que pertence ao grupo Asics, virou bota, tanto de cano longo como curto, com amarração frontal e um salto em formato de bloco. A peça manteve as listras originais e a ponta arredondada, mas trouxe uma estética ‘boxeadora’ para o resultado.
Além do amarelo, o calçado apareceu em outras cores, como branco e vermelho, prata e verde e rosa metalizados, e foi combinado em looks com saia de couro e vestido bordado com franjas.
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A coleção da Onitsuka Tiger teve como tema ‘Energy Station’ (‘Estação de Energia’, em tradução livre para o português), que imagina um lugar onde pessoas, culturas e identidades diversas convergem, recarregam as energias e avançam em direção ao futuro. “Inspirada pela energia do movimento e por novos encontros, a coleção leva o legado da Onitsuka Tiger para o seu próximo capítulo”, afirma a marca em publicação no Instagram.
O desfile também teve outros modelos de calçados com suas listras emblemáticas, como um sapato em uma estética de boneca, mocassim, sandália ‘pescador’ e um salto de bico fino. Além disso, a apresentação contou com uma parceria com a marca japonesa de motocicletas Honda, trazendo para as peças a estética ‘motocore’ principalmente em jaquetas e saias de couro, que foram misturadas a releituras de códigos esportivos que integram o arquivo da Onitsuka Tiger.
Essa não é a primeira vez (e não vai ser a última) que a etiqueta reimagina o Mexico 66, que completou 60 anos de existência. Na coleção de outono-inverno 2026, apresentada em abril, vimos um kitten heel na passarela, e, no ano passado, uma versão Mary Jane surfou na tendência das sapatilhas.
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Sobre o tênis Mexico 66, da Onitsuka Tiger
O tênis Mexico 66 foi apresentado ao mundo em 1966, como um teste para os Jogos Olímpicos de 1968, que aconteceram no México, e foi o primeiro calçado da empresa esportiva a ter seu desenho icônico na lateral – que, ainda hoje, aparece nas peças da Asics. Além do design, as chamadas ‘listras de tigre’, ao serem integradas à faixa vertical, possuíam a função de melhorar a estabilidade e flexibilidade dos atletas.
Após seu lançamento, o sapato retornou aos olhares do público em dois momentos cinematográficos. O primeiro deles, em 1978, foi no filme Jogo da Morte, em que o ator Bruce Lee usa o tênis. Depois, em Kill Bill – Volume 1 (2003), dirigido por Quentin Tarantino, o visual todo amarelo de Uma Thurman fica completo com o Mexico 66.
Nos últimos anos, com a estética vintage sendo revivida e atualizada por membros da geração Z, o tênis voltou com força para as ruas e para dar um toque de personalidade aos visuais dos jovens.
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