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ui à praia outro dia e fiquei tão feliz em constatar o óbvio: corpos reais existem, e que bom! Vi pessoas felizes, saudáveis e bonitas existirem sem medo. Tudo bem que, com algumas coisas que a gente vê e lê por aí, pinta alguma insegurança mas é normal, o que não pode rolar é ficar paralisado por causa da comparação, né?
Corpos reais são diferentes. A gente fica fora das telas por algumas horas e lembra que é normal ter estrias, celulite, gordura localizada, barriga saliente — como eu também tenho. Nosso corpo é a máquina que nos mantém vivos e é injusto querer que ele funcione da mesma maneira que outros corpos.
Não é de hoje que a mídia, seja ela física ou digital, tenta nos colocar numa caixa de perfeição inalcançável. Os padrões de beleza mudam da noite pro dia e é importante que você não deixe isso ditar ou moldar o seu jeito de viver e ser, tá?
O que antes estava em alta e precisava ser seguido, hoje é abominável! As tendências são cíclicas. É como dizem: não há nada de novo no mundo da moda. Se você rapidamente se adequa a todas as novidades, mesmo as que não fazem sentido pra você, o que você tem de único se perde. Não dá pra acompanhar tudo. E na real? Nem faça isso.
Houve um tempo em que o discurso era ‘livre-se da magreza extrema’. Isso nunca seria visto atualmente, pelo menos não agora que a cultura principal parece ser a magreza extrema, né? Viu como as coisas mudam?
Atualmente, o nosso maior inimigo, digamos assim, é o espelho. A gente projeta sobre o próprio corpo uma imagem idealizada, muitas vezes distante da realidade. E, quando não conseguimos alcançar essa imagem, fica difícil encarar o espelho e gostar do que vemos.
É um mundo no qual características naturais, como dobras na barriga, celulite, estrias e seios grandes ou “caídos”, ainda são tratadas como imperfeições. Ao mesmo tempo, o uso indiscriminado de medicamentos emagrecedores e a realização de procedimentos estéticos parecem ganhar cada vez mais espaço.
A não aceitação sempre existiu lado à lado com a comparação. Visto que, muitas vezes, ser diferente é sinônimo de estranheza e até feiura.
Finalizo aqui lembrando que nossa individualidade é o que nos torna únicos! Clichezão, eu sei (risos). Mas essa é a verdade que eu conheço e acredito desde sempre. As tendências, a moda e os padrões vão e vêm mas a personalidade e a individualidade ficam! E já que o verão se aproxima é sempre bom lembrar que: o corpo de verão é o seu corpo no verão. Não aquele que a mídia idealiza.
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Com informações da Capricho



