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ada vez mais crianças e adolescentes sonham em transformar a criação de conteúdo em profissão. Mas, junto com as oportunidades, também surgem responsabilidades. As novas regras para o ambiente digital reforçam que publicar qualquer coisa nas redes e fechar parcerias exige cuidados que vão muito além de ganhar seguidores.
O que mudou com a nova lei
A Lei nº 15.211/2025, conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, determina que plataformas e serviços digitais devem colocar a proteção de menores de idade em primeiro lugar: “Na prática, o art. 6º determina que empresas adotem medidas para prevenir a exposição de menores à violência, ao cyberbullying, ao assédio, à exploração sexual, ao incentivo à automutilação, ao suicídio e a conteúdos inadequados.”, afirma a advogada familiarista, professora e especialista em prevenção e combate ao bullying Dra. Raphaella Marques.
Segundo ela, essa mudança também deixa claro que a responsabilidade não é apenas das famílias. As plataformas precisam investir em ferramentas de segurança, oferecer configurações de privacidade mais protetivas e adotar mecanismos de verificação de idade.
Quem sonha em ser influenciador também precisa se proteger
Para quem quer seguir carreira nas redes sociais, isso não significa que a supervisão dos responsáveis deixa de ser importante. Pelo contrário. A especialista explica que pais e responsáveis devem acompanhar as publicações, conhecer as plataformas utilizadas, conversar sobre privacidade, golpes virtuais e limites da exposição, além de avaliar com cuidado oportunidades comerciais.
Também não existe uma idade mínima definida por lei para produzir conteúdo de forma pública. O mais importante é considerar a maturidade emocional, a capacidade de compreender os riscos da exposição e se a atividade interfere na rotina escolar, no lazer e no desenvolvimento. “Quando a produção de conteúdo passa a envolver publicidade, contratos, monetização ou atividade artística profissional, pode haver necessidade de autorização judicial, justamente para garantir que a atividade respeite os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e não configure exploração do trabalho infantil.”, declarou a advogada.
Os principais riscos para jovens criadores
Além da exposição pública, jovens influenciadores podem enfrentar cyberbullying, discurso de ódio, assédio, vazamento de dados pessoais e a pressão constante por curtidas e engajamento. Se houver ataques ou ameaças, a recomendação é preservar provas, denunciar o conteúdo à plataforma e, quando necessário, registrar um boletim de ocorrência.
Para as famílias, a orientação é estabelecer limites claros sobre tempo de tela, horários para gravações e proteção de informações pessoais, como endereço, escola e localização em tempo real. Assim, quem sonha em construir uma carreira nas redes sociais pode desenvolver esse projeto com mais segurança e equilíbrio.
Agora que você já sabe o que mudou, fica mais fácil criar conteúdo com segurança!




