Produtor rural denuncia desaparecimento de 43 cabeças de gado

Imagem Ilustrativa

O produtor rural Netto Leão aguarda uma posição das forças de segurança sobre o sumiço de aproximadamente 43 cabeças de gado de sua propriedade, localizada na região do Rio Muru, na localidade Vitória Velha, em Tarauacá. O episódio ocorreu em maio deste ano e, passados cerca de quatro meses, ainda não teve solução. O caso foi divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Blog do Accioly.

Segundo o relato do produtor, tudo começou no início de maio, quando ele negociava a venda do rebanho com um comprador de Rio Branco. O interessado foi até a propriedade para avaliar os animais, mas retornou à cidade sem fechar negócio após um imprevisto ocorrido no local.

Por volta do dia 16 de maio, em um período em que não havia ninguém na propriedade, terceiros teriam entrado no local. Netto afirma que encontrou sinais de dano na cerca e, depois, constatou o sumiço das cabeças de gado. Ele diz que, assim que soube do episódio, procurou as forças de segurança e registrou o caso.

O produtor relata ainda o desaparecimento de outros objetos, equipamentos e utensílios que estavam na propriedade. Segundo ele, equipamentos usados na vigilância do local também foram danificados ou ficaram inutilizados.

Netto afirma ter reunido gravações, fotos, imagens e comunicações que, na avaliação dele, podem ajudar a esclarecer o caso. Ele sustenta também que há pessoas capazes de fornecer informações relevantes sobre o ocorrido.

A principal queixa do produtor é o tempo decorrido sem uma resposta conclusiva. Para ele, apesar das providências tomadas e das informações repassadas às autoridades, o caso segue sem desfecho.

“Até o momento, porém, sem que haja esclarecimento oficial, sem retorno e sem comunicação por parte das autoridades competentes”, afirma o produtor.

Netto avalia que a demora amplia a preocupação e também os impactos financeiros sobre sua atividade rural. Segundo ele, o prejuízo não se resume ao valor das cabeças de gado, já que havia uma negociação de venda em curso, além de perdas ligadas aos demais bens que sumiram ou foram danificados na propriedade.

Passados quase quatro meses, o produtor espera que o caso avance e que os elementos reunidos por ele ajudem a esclarecer o que aconteceu, identificar eventuais responsáveis e determinar o destino dado aos animais. Para Netto, é fundamental que as circunstâncias sejam apuradas e que, havendo comprovação de responsabilidade, sejam aplicadas as medidas previstas em lei.

“A invasão de propriedade e a apropriação de bens constituem atos contrários à lei, sendo de se esperar que a verdade venha a prevalecer”, declarou o produtor.

Ele afirma que continuará em busca de uma resposta e espera que as forças de segurança consigam esclarecer os fatos e dar um desfecho à situação.

Rebeca Martins

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