
P
or meio da Rhode, Hailey Bieber anunciou uma doação de US$ 5 milhões, cerca de R$ 27 milhões, à Foundation for Women’s Health, uma organização sem fins lucrativos, com o objetivo de fomentar pesquisas na área da saúde feminina. Embora sua conexão pessoal com o assunto não seja nova, uma vez que ela possui mulheres em seu entorno lutando contra doenças como síndrome dos ovários policísticos (SOP) e endometriose, nos últimos anos, ela se viu ainda mais envolvida na causa.
Em entrevista a Womans Wear Daily, a empresária revela que, após o nascimento de seu primeiro filho, Jack Blues, em 2024, fruto de seu casamento com Justin Bieber, passou a sofrer de transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).
Descrevendo a jornada da gestação e do parto como “especial e intensa”, com muita coisa acontecendo e “inúmeros processos antecendo a chegada de um filho”, Bieber também não esconde que foi um momento difícil não só pelo diagnóstico, mas por perceber a falta de pesquisa e de conversas sobre TDPM — e outras doenças envolvendo a saúde feminina. “Sinto-me frustrada com a falta de pesquisas, a escassez de conscientização e a ausência de diálogos sobre esses temas”, desabafa.
Compartilhar sobre a doença, seja com amigos, familiares, seja com o público, inclusive, a ajuda a se sentir “menos sozinha”. “Quando conseguimos nos identificar umas com as outras, conversar sobre nossas experiências e falar sobre as coisas que estamos enfrentando e com as quais estamos lidando, sinto que a jornada se torna menos solitária”, declara.
E o que é transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)?
O transtorno disfórico pré-menstrual, conhecido pela sigla TDPM e relatado por Bieber, é uma condicao similar à síndrome pré-menstrual (TPM) tradicional, mas mais grave, já que causa, nas duas semanas antes do início da menstruação, irritabilidade intensa, depressão severa, tensão ou ansiedade, afirma o Office on Woman’s Health do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.
Enquanto na TPM os sintomas, mesmo que fortes, tendem a ser controlados com maior facilidade, no TDPM, eles são mais intensos e podem causar disconforto ou questões sérias para a saúde física e mental da mulher. Entre os sintomas mais comuns, o Escritório de Saúde da Mulher aponta:
- Irritabilidade ou raiva persistente;
- Tristeza profunda, desespero, pensamentos suicidas e depressão;
- Tensão ou ansiedade;
- Ataques de pânico;
- Oscilações de humor ou choro frequente;
- Falta de interesse em atividades diárias;
- Dificuldade de concentração;
- Cansaço ou falta de energia;
- Compulsão alimentar;
- Dificuldade para dormir;
- Cólica e inchaço persistente;
- Sensibilidade mamária;
- Dores de cabeça, articulares ou musculares.
Qual o tratamento para o TDPM?
Do lado medicamentoso, o especialista pode indicar antidepressivos, anticoncepcionais e analgésicos para aliviar os sintomar físicos do transtorno. Já a longo prazo, uma alimentação mais balançeada, reduzindo o consumo de açúcar, somada a uma rotina com atividades fisicas, também auxilia. Entretanto, cada caso é único e o tratamento adequado para cada pessoa deve ser discutido com um médico especialista.
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Com informações da Capricho



