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ocê já escutou falar sobre ‘hobbymaxxing’? O termo vem do inglês e sugere maximizar nosso tempo e esforço para a prática de hobbies. A nossa galera tem se empenhado nisso. Um levantamento feito pelo Pinterest sobre tendências revelou que 51% da geração Z atribui sua felicidade a atividades manuais e de lazer.
Entre horas dedicadas ao crochê e à leitura, os jovens têm encontrado nos hobbies uma oportunidade para distração em vez de ficar só nas telas – e isso pode ser ótimo para aliviar a rotina. O problema é que nosso dia a dia pode ficar menos saudável quando nos preocupamos demais com a nossa performance nessas atividades. Quase como se aprender um hobby novo virasse uma obrigação.
Aí vale questionar: será que preencher cada momento livre com um novo hobby não pode atrapalhar a nossa diversão? Será que estamos buscando descansar a mente ou usando essas práticas para manter a rotina preenchida ou até deixar de sentir algo?
Nesta entrevista exclusiva à CAPRICHO, a influenciadora Débora Jardim, que ficou conhecida nas redes por apresentar atividades manuais para sair do automático, destacou que muitas pessoas não sabem, de fato, o que é um hobby. Elas começam a fazer uma atividade e, ao invés de só curtirem o momento, passam a se cobrar ou pensam em uma forma de se profissionalizar naquilo. Esse já é um sinal de que suas atividades estão sendo desgastantes demais.
Nem todo hobby precisa virar conteúdo
Em muitos casos, a pressão de ter vários hobbies e de ser ótimo em todos eles parte da internet. Vídeos costurando ou se superando em corridas pressionam os jovens a dominarem uma série de novas atividades. É quase como se quiséssemos mostrar que também temos passatempos legais.
Quando o hobby aparece o tempo todo no feed, é fácil começar a comparar. As pessoas parecem ser boas em todos eles, mesmo tendo começado há pouco tempo – e depois de muitos vídeos seguidos, parece que somos os únicos sem a rotina perfeita. Sem perceber, podemos transformar o hobby de outra pessoa em uma espécie de régua para medir o nosso próprio.
É claro que é divertido compartilhar nossos passatempos nas redes – e isso, inclusive, pode ser perfeitamente saudável. Na verdade, a vontade de postar se torna um problema quando ela tira a leveza das nossas rotinas. Então, caso você esteja aprendendo a equilibrar os posts no Instagram com a vida fora das telas, aqui vai uma dica: nem todo momento legal precisa ser compartilhado.
Afinal, como ter passatempos saudáveis?
A verdadeira questão é que os hobbies, independentemente de quais sejam, podem te fazer bem. O problema é quando essas atividades se tornam uma verdadeira competição interna: as horas dedicadas, a compra de muitos materiais e os posts no instagram podem distorcer o real sentido delas.
No fim das contas, talvez o segredo seja justamente não transformar o descanso em mais uma meta para cumprir. Se o crochê, a leitura, a pintura ou qualquer outra atividade começa a parecer uma obrigação, tudo bem dar um passo para trás.
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