Uma nova realidade passou a fazer parte da rotina dos estudantes do Colégio Estadual Barão do Rio Branco (CEBRB), no centro de Rio Branco. Após o atentado registrado no Instituto São José, que resultou na morte de duas funcionárias, a escola implantou um protocolo reforçado de segurança na entrada da unidade, com revista de mochilas, controle de acesso e presença policial, em uma medida que busca ampliar a proteção de alunos, professores e servidores.
Na manhã desta quinta-feira, 14, o movimento chamou atenção de quem passava em frente à instituição. Uma fila extensa se formou logo cedo, enquanto estudantes eram submetidos à vistoria com detectores de metal e abordagem preventiva feita por profissionais responsáveis pela segurança escolar.
Durante a transmissão ao vivo, o repórter, Kennedy Santos, destacou que o novo cenário representa uma mudança significativa na educação acreana.
“Estou trazendo para vocês uma nova realidade nas escolas do Acre. Estou no CEBRB e vocês estão vendo aí o tamanho da fila. Esse trabalho com a segurança começou na escola por volta das 6h30 da manhã. Duas pessoas estavam ali cuidando da segurança, agora já são três, mas o que se vê é um ambiente tranquilo, a presença da polícia, além disso tem um carro da polícia aqui na frente também”, relatou.
Segundo ele, apesar da adaptação ao novo procedimento, a comunidade escolar tem compreendido a necessidade das medidas. “Estou vendo que os alunos estão meio que tentando compreender o que de fato é esse novo momento, mas o fato é que a fila não ficou tão grande como eu imaginava”, observou.
Estudantes ouvidos durante a cobertura demonstraram apoio à iniciativa e associaram a medida à prevenção de novos episódios de violência. “É importante mais pelo fato da segurança dos alunos e dos trabalhadores. O que ocorreu no São José foi por falta disso aqui. Se tivesse isso aqui, poderia ter salvado a vida das duas trabalhadoras”, afirmou um aluno.
Outra estudante reforçou a importância do procedimento. “Eu concordo, porque é importante. É questão de segurança nossa”, relatou.
Funcionários da unidade também reconhecem que o novo controle pode provocar atrasos no início das aulas, especialmente no período de adaptação. Conforme relatado durante a transmissão, a entrada dos cerca de 350 alunos matriculados no turno da manhã pode levar entre um e três minutos por estudante, o que pode gerar atraso de até uma hora no início das atividades.
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Lucas Vitor




