A destituição da diretora do Colégio Estadual Barão do Rio Branco (CEBRB), Ivanilde Silva de Souza, provocou forte reação da comunidade escolar e motivou uma mobilização organizada por alunos, professores e equipe de apoio na manhã desta quinta-feira (14), em frente à unidade de ensino, no centro de Rio Branco. As informações foram concedidas ao repórter do ac24horas, Kennedy Santos.
A manifestação ganhou força após estudantes anunciarem a possibilidade de interditar a Avenida Getúlio Vargas por volta do meio-dia, caso não haja um posicionamento considerado satisfatório por parte da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE).
Considerada uma das escolas mais tradicionais do Acre e patrimônio histórico da educação acreana, o CEBRB vive um momento de tensão após a exoneração da gestora, que atuava na instituição há mais de dez anos e ocupava a direção há cerca de dois anos.
Durante entrevista concedida ao vivo, a coordenadora das Protacs, Cristiane Braga, falou sobre a revolta da comunidade escolar e manteve o posicionamento crítico diante da decisão administrativa.
“Os alunos, professores, equipe de apoio, comunidade escolar, estamos revoltados, indignados, na verdade, por algo que aconteceu com a nossa diretora. Exatamente no dia do atentado, aquele dia que marcou a vida de todos os acreanos, estava ocorrendo a destituição da nossa diretora. Ocorreu uma sindicância, mas era algo que não dava destituição. Foi algo, como posso dizer, pequeno comparado a tantas coisas que existem nas escolas, e por conta disso, destituíram a nossa diretora. Antes mesmo de chegar o resultado para ela da sindicância, já chegou uma carta da Secretaria de Educação para ela, falando da sua destituição. Eu acho isso, meu Deus, uma coisa bruta de se acontecer. Muito mais logo no momento do atentado”, pontuou.
“A nossa sociedade, a nossa comunidade escolar do CEBRB está passando por esse momento muito frágil. A gente sofreu um atentado, os pais estão temerosos, os alunos estão temerosos, e agora a gente perdeu a nossa diretora. A nossa sociedade está em caco agora. Os meninos estão ali fazendo a prova, mas após a finalização das provas, eles vão estar aqui se juntando. Eles pediram esse manifesto, eles falaram que não poderiam deixar a Secretaria de Educação fazer isso, porque recentemente tentaram afastar a diretora do JRL. Então eles falaram: vamos fazer o nosso movimento, porque a Nilde é uma pessoa íntegra. Ela tem feito um excelente trabalho. Uma obra que está ocorrendo na escola, que há muito, muito tempo os diretores tentavam fazer, nunca conseguiam, e na gestão dela ela lutou, batalhou juntamente com a sua coordenação, que foi coordenadora Raíssa, coordenadora Sâmia. Elas lutaram, batalharam para ter essa obra, e a obra está acontecendo na escola, porque a escola estava em um momento muito deplorável, o seu prédio, o seu patrimônio”, acrescentou.
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura informou, por meio de nota assinada pelo secretário Reginaldo Prates, que a mudança na gestão do colégio ocorreu por meio da Portaria nº 1326, publicada em 5 de maio de 2026, com base em decisão constante em processo de sindicância administrativa instaurado ainda no ano passado.
A pasta ressaltou que todos os procedimentos seguiram os princípios legais do devido processo, ampla defesa e responsabilidade administrativa, conforme prevê a legislação vigente. A secretaria também reconheceu o vínculo da comunidade escolar com a equipe gestora e reafirmou compromisso com a continuidade das atividades pedagógicas e administrativas na unidade.
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Lucas Vitor




