Miss brasileira se pronuncia após perder título e revela o que ouviu de organização nos bastidores; assista

Lara Marina representou o Brasil no concurso e ficou na terceira colocação (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Lara Marina Soares Tosta, que perdeu a coroa de Miss Brasil Supranational 2026 após a descoberta de uma gravidez, afirmou que não sabe qual cláusula do contrato teria descumprido para ser destituída do título. Em entrevista ao portal Leo Dias, nesta quinta-feira (27), a modelo, de 20 anos, também contou que não encontrou no contrato nenhum artigo que proibisse expressamente uma gestação durante o período de seu reinado.

Em nota no Instagram, o Concurso Nacional de Beleza (CNB), responsável pela competição, anunciou que Lara descumpriu uma regra contratual. Segundo a organização, a destituição ocorreu após uma “análise interna e em conformidade com o regulamento e o contrato firmado entre as partes“. “A decisão decorre do descumprimento de obrigações contratuais incompatíveis com a manutenção do título“, pontuou o concurso.

De acordo com a Lara, ela e a família analisaram o documento e não identificaram qualquer norma que impedisse a gravidez ao longo dos dois anos previstos para o vínculo. A modelo disse ainda ter questionado o CNB sobre a obrigação contratual que teria sido descumprida, mas não recebeu uma resposta. “Bom, eu não sei, mas nós fomos atrás, perguntamos, questionamos a eles, e essas informações ainda não chegaram até a gente“, explicou.

Lara esclareceu que assinou o contrato antes de descobrir a gestação e que, naquele momento, não estava grávida. Segundo ela, a leitura feita posteriormente do documento não apontou uma restrição específica relacionada a gravidez. “Explicitamente, eu e minha família não encontramos uma cláusula que dissesse isso. Assinamos um contrato, e quando assinei esse contrato, eu não estava grávida. Então a partir disso, não tem algo que eu entenda que não possa engravidar nesse período de 2 anos“, falou.

Veja:

De acordo com a modelo, a organização realizou reuniões internas antes de comunicar a decisão. A brasileira foi procurada cerca de uma semana após o retorno da Polônia, onde havia disputado o Miss Supranational 2026. Lara então compartilhou o que ouviu nos bastidores e disse ter sido questionada sobre a gravidez. “Eu fui comunicada uma semana depois, com algumas reuniões que eles tiveram em equipe, a equipe do concurso nacional, e aí me contataram, e conversaram comigo sobre, me perguntaram sobre a gravidez, mandei pra eles, e depois anunciaram que eu seria destronada“, relatou.

Lara também falou que não desconfiava da gravidez durante o concurso internacional. “Eu não suspeitava. Quando a gente está em um concurso, a gente fica sempre muito focado naquilo. A gente tem um objetivo e a gente trabalha muito para esse objetivo. Eu estava muito focada no que fui fazer na Polônia, não passou em nenhum momento pela minha cabeça“, garantiu.

Exames enviados ao CNB

A brasileira afirmou que teve a oportunidade de encaminhar os exames que confirmaram a gestação antes da decisão final. Depois do envio, ela recebeu a informação de que seria destituída. “Eu enviei todos os exames que realizei pra eles, e aí através de uma reunião administrativa da parte deles, após enviar os exames, eles me informaram que eu seria destituída“, detalhou.

A modelo confirmou que recebeu uma ligação da organização no mesmo período em que a informação sobre a perda do título foi divulgada nas redes. Conforme Lara, durante a conversa foram mencionadas questões contratuais. “Eles alegaram que haveria algumas questões contratuais que eu tinha rompido, e o que a gente apresentou para eles foi a questão dos exames da gravidez, e a partir disso eles tomaram a decisão de que a minha representação como Miss Brasil não iria prosseguir“, lamentou.

Assista:

Questionada se considera que uma mulher deveria perder um título de beleza por engravidar em 2026, Lara declarou: “Bom, eu acredito que não, porque em pleno século 21, em um mundo tão evoluído o quanto nós estamos, eu acredito que isso não seja algo pra invalidar o poder de uma mulher, o poder feminino“.

Então que isso seja algo pra emancipar ainda mais e elevar uma mulher. E diante dos concursos, eu acredito também que isso não seja algo pra invalidar, porque a gente vê exemplos disso ativos hoje em dia, como mães finalizando seus ciclos, com bebê no colo, ou até mesmo gerindo uma vida“, exemplificou.

Lara Marina representou o Brasil no concurso e ficou na terceira colocação (Foto: Reprodução/Instagram)

Lara reiterou que esperava uma condução diferente por parte do CNB depois de sua participação no concurso internacional. Na Polônia, ela terminou entre as três primeiras colocadas. “Eu esperava sim, porque depois de toda representatividade que a gente teve lá fora, depois de trazer um incrível top-3 para o nosso Brasil de volta, isso foi algo que eu acreditei que iria suprir todas essas questões“, pontuou.

Então, foi uma questão que eles trouxeram até mim, e eu de fato respeito. Bom, respeitada eu não sei, mas chateada sim de certa forma, porque a gente trabalha muito por esse título, então é o que realmente importa no final“, concluiu.

Confira:

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