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e Minha Culpa a Atraídos pelo Destino, Mercedes Ron já pode dizer que conhece muito bem a sensação de ver personagens que antes existiam apenas em seus livros ganharem rostos nas telas. Em passagem pela Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a autora conversou com a CAPRICHO sobre seu novo filme, as mudanças que o audiovisual provocou em sua escrita e a responsabilidade de criar novos romances depois do fenômeno de Nick e Noah.
A novidade da vez é Atraídos pelo Destino, adaptação de Marfil, primeiro volume da duologia Enfrentados. Para Mercedes, existe uma diferença especial em ver essa história chegar ao streaming depois do sucesso da franquia Culpables.
“É incrível. Estou muito feliz com esse projeto. Acho que é o meu romance mais adulto”, contou. “Foi o segundo livro que escrevi depois da série Culpa Mía, e muitos dos meus leitores são grandes fãs de Marfil. Estou muito animada que ele já esteja no mundo.”
Ester Expósito era a escolha de Mercedes para Marfil
No filme, a protagonista Marfil Cortés é interpretada por Ester Expósito, conhecida mundialmente por Elite. E, segundo Mercedes, a escalação não poderia ter sido mais certeira até porque foi a própria escritora quem sugeriu o nome da atriz.
“Na verdade, fui eu quem realmente quis a Ester no filme. Falei para o Prime Video que achava que ela faria um trabalho incrível”, revelou. “Fiquei muito feliz quando ela disse sim. Acho que ela é a Marfil perfeita. Ela é como a Marfil em muitos aspectos, e acho que isso ajudou muito.”
Mesmo anos depois de escrever o livro, Mercedes também não parece interessada em revisitar a história pensando no que faria diferente hoje. Para ela, a obra é um retrato da escritora que era naquele momento.
“Não gosto de fazer isso. Acho que a história é boa como ela é, e a Mercedes que eu era naquela época queria escrever esse tipo de livro. Tenho que respeitar isso”, explicou. “Acho que Marfil é uma mulher forte, que sabe o que quer e luta por isso. É uma mensagem muito boa para passar para um público jovem.”
Tantos filmes mudaram a forma como Mercedes Ron escreve?
Com Culpables, sua versão britânica e outras obras chegando ao audiovisual, já é difícil separar o nome de Mercedes Ron das adaptações. E a autora admite que, hoje, a possibilidade de um livro futuramente virar filme já passa pela sua cabeça durante o processo de escrita. Só que imaginar suas histórias cinematograficamente não é exatamente uma novidade.
“Eu sempre pensava em um filme quando estava escrevendo uma história. É algo que vem naturalmente para mim”, disse. “Mas, claro, agora, quando escrevo um livro novo, tenho em mente que ele pode acabar virando um filme. Então tento adicionar mais elementos visuais e ação.”
Essa relação entre livro e tela também já provocou um raro momento de “por que eu não pensei nisso?”. Mercedes lembrou das mudanças feitas no final da adaptação de Minha Culpa, que tornou o confronto envolvendo Noah e seu pai mais movimentado do que nas páginas.
“Foi mais visual e mais divertido, mas não foi ideia minha. Queria que tivesse sido”, brincou.
Existe vida depois de Nick e Noah?
O tamanho alcançado por Culpables também criou outro desafio. Para uma parcela enorme do público, Nick e Noah foram a porta de entrada para o universo da escritora — e cada novo casal inevitavelmente corre o risco de ser colocado lado a lado com os protagonistas de seu maior fenômeno.
Mercedes admite sentir essa pressão, mas acredita que quem acompanha seu trabalho também espera conhecer histórias diferentes.
“É claro que eles amam muito Nick e Noah. Isso acontece comigo também”, afirmou. “Mas, nos meus novos livros, trago personagens muito fortes e incríveis também. Mal posso esperar para que os leitores os conheçam e os amem da mesma maneira que amam Nick e Noah.”
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