MC Poze é condenado pela Justiça após chamar mulher de “bolo fofo” na web

Funkeiro ofendeu seguidora durante discussão no X (antigo Twitter) em 2024; pena de detenção foi convertida em quatro meses de trabalhos comunitários

O cantor MC Poze do Rodo sofreu mais um grande baque na Justiça do Rio de Janeiro. O funkeiro foi condenado pelo crime de injúria após ofender uma seguidora com o termo “bolo fofo” durante um bate-boca no X (antigo Twitter). A sentença, assinada pela 20ª Vara Criminal da Capital, determinou uma pena inicial de três meses de detenção.

Por outro lado, como o artista é primário e a condenação não ultrapassa quatro anos, a punição acabou convertida em quatro meses de prestação de serviços à comunidade. A confusão que foi parar nos tribunais aconteceu em abril de 2024. O desentendimento começou quando a internauta publicou comentários envolvendo integrantes da família do artista.

Veja as fotos

MC Poze do RodoCrédito: Reprodução Record

Reprodução: Instagram/@pozevidalouca

Poze do Rodo compartilhou imagens em seus stories comemorando a saída da prisãoReprodução: Instagram/@pozevidalouca

Reprodução: Instagram/@pozevidalouca

MC Poze do RodoReprodução: Instagram/@pozevidalouca


Irritado com a provocação, Poze rebateu chamando a mulher de “bolo fofo”, gatilho que provocou uma verdadeira enxurrada de ataques virtuais e chacota contra a usuária por parte dos fãs do cantor. Nos autos do processo, a vítima relatou que passou a sofrer cyberbullying focado em sua aparência física.

O trauma provocado pelo linchamento digital em massa foi tão pesado que ela alegou ter ficado com receio de sair de casa e ser reconhecida nas ruas, além de sentir forte constrangimento para retomar sua rotina presencial no ambiente de trabalho.

Defesa rejeitada e processo cível em andamento

Durante o julgamento, a equipe jurídica do funkeiro tentou reverter a acusação argumentando que a fala não passou de uma brincadeira no calor do momento e em resposta às provocações iniciais da seguidora. Os advogados também chegaram a contestar a veracidade dos prints anexados à denúncia.

Por outro lado, a magistrada responsável recusou as justificativas, entendendo que a conduta caracterizou, de fato, o crime de injúria. Além da punição criminal já decretada, as dores de cabeça de Poze com a treta virtual ainda não acabaram. Ele responde em paralelo a uma ação cível por danos morais movida pela mesma mulher, que exige uma compensação financeira pelos prejuízos emocionais e profissionais sofridos após a repercussão do post.

Henrique Carlos

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