Manu Gavassi e Jullio Reis abriram as portas de seu apartamento duplex, em São Paulo, para a Casa Vogue, nesta quarta-feira (7). A residência mostrou ser única com uma decoração colorida e diferenciada, inspirada nos anos 1970. Além disso, os ambientes contam com detalhes que narram a história do casal e da filha deles, Nara.
A entrada já conta com itens fora do comum, como um recorte circular em um painel de jacarandá, além de uma janela típica dos templos zen-budistas no Japão. Na versão original, ela costuma se abrir para a vegetação. Já na cidade grande, a peça emoldura o cotidiano da família.
O apartamento traz a atmosfera de décadas atrás, com a marcenaria escura parcialmente preservada, paredes coloridas, mistura de materiais e o terraço no segundo pavimento, que logo chamou a atenção de Manu e Jullio.
“Nos apaixonamos pelo que ele [o apartamento] era”, afirmou a cantora. “Quando dormimos aqui pela primeira vez, não teve estranhamento. Nós pensamos: ‘Há quanto tempo moramos aqui?’”, complementou o ator.


Manu ainda explicou a decisão de fugir do óbvio quando se refere à decoração do lar. “Não queria a sensação de morar num hotel, mas na minha casa. Queria ousadias, como um vidro colorido na cozinha”, cravou. “A cozinha e a sala de jantar são meio que o coração da nossa casa. Existe um afeto nesses locais que, para nós, é muito importante”, salientou Jullio.
O arquiteto André Pavan, por sua vez, detalhou como foi possível misturar os padrões divertido e elegante. “Buscamos criar uma única narrativa, com espaço, mobiliário, iluminação e arte na mesma linguagem, inspirada pela filosofia japonesa na qual a luz é matéria de projeto e o vazio é elemento compositivo”, descreveu.
“Essas referências dialogam com um minimalismo ‘quente’ e com o mid-century modern, reinterpretado sob uma ótica contemporânea e presente. Por exemplo, no sofá de veludo amarelo que repousa sobre esferas pretas na sala de estar, tão escultórico quanto funcional. Essa irreverência com os pés no chão é marcante em toda a composição”, completou Pavan.
O apartamento ainda passou por reformas necessárias, tendo em vista a chegada da primeira filha do casal. Apesar da grande mudança, o projeto preservou as portas de madeira da área íntima, que foram restauradas, assim como os lustres vintage encontrados no próprio imóvel. A planta foi redesenhada para atender à dinâmica da família: os quartos viraram três suítes, a antiga sala de TV deu lugar ao quarto da bebê e um dos dormitórios foi transformado em closet.
“Não ficamos fixos num lugar só. A casa está contaminada com a nossa energia e mudamos junto dela”, destacou Jullio. Para trazer ainda mais personalidade ao ambiente, os dois criaram uma “parede de memórias”, que pretendem cobrir com fotografias e conquistas da família.
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Com a derrubada das antigas divisórias, a área social tornou-se um espaço contínuo no qual a cozinha assumiu papel central. O ambiente combina a estética retrofuturista do aço inoxidável com a calidez do porcelanato vermelho, tudo iluminado através do painel de vidros coloridos em tons de âmbar, verde e laranja. De forma integrada está a mesa de jantar, com cadeiras garimpadas por Gavassi e Reis.
“Existe a intenção de trazer tanto a família da Manu quanto a minha para dentro. Não só em fotos, mas fisicamente, e também nós como casal, nossas viagens e nossos processos”, pontuou o ator.


Já o segundo andar é composto por um espaço que guarda um piano, obras de arte de jovens autores, livros e discos. Do lado oposto está o terraço, revestido com blocos de quartzito de tom avermelhado, em alusão às alamedas do Instituto Inhotim. Eles levam ao “refúgio mais pessoal” do casal: o escritório.
Uma das vantagens é que ambos conseguem conciliar o trabalho enquanto Nara aproveita o ambiente para brincar. “Ter esse espaço isolado foi mágico. Dá a sensação de trabalhar fora de casa”, descreveu Manu, que está adaptando para o audiovisual, as obras literárias “Ninguém Pode com Nara Leão: Uma Biografia”, de Tom Cardoso, e “Os Coadjuvantes”, de Clara Drummond.
“Consigo escrever por 40 minutos com foco total e depois descer para brincar com a Nara. Isso mudou minha relação com a criatividade”, avaliou a cantora. “Para quem cria, ter essa fronteira clara entre o trabalho e a vida particular é um sonho. É a permissão para entrar no modo criação e, ao descer, estar inteiro para a família”, celebrou Jullio.
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Com informações do Portal Hugo Gloss




