A Justiça tomou uma decisão nesta quinta-feira (15), após um rato morto ser encontrado por um cliente em um dos produtos de uma unidade da Casa de Bolos, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Segundo informações do UOL, a proprietária do estabelecimento foi solta após passar por audiência de custódia.
Segundo a delegada Milena Simioli, a dona da unidade Cavalhada da Casa de Bolos, cuja identidade não foi divulgada, foi detida em flagrante nesta quarta-feira (14), durante uma operação realizada em conjunto pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária. Ela é suspeita de cometer um crime contra as relações de consumo.
A soltura foi confirmada pela delegada, titular da Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor. Segundo Simioli, a proprietária do estabelecimento “foi colocada em liberdade provisória e, dentre os requisitos para a liberdade, foi adequar os estabelecimentos às normas de saúde e sanitárias”. Ela deve responder ao caso na Justiça em liberdade.
Após decisão da Justiça, entenda o caso
A prisão ocorreu depois que um cliente encontrou o roedor preso à massa de um bolo que havia comprado, após consumir parte da sobremesa. Segundo relatos, o homem procurou um médico infectologista após o episódio e foi orientado a fazer um tratamento profilático para leptospirose. À polícia, o consumidor relatou que já havia comido parte do alimento quando percebeu a presença do animal.
Após o ocorrido, o caso foi denunciado à Polícia Civil, que prendeu a proprietária de uma das unidades e interditou dois estabelecimentos durante a operação.
Durante a inspeção, agentes da polícia teriam encontrado “diversas fezes e urina de roedores” nas dependências do estabelecimento, além de produtos vencidos e condições inadequadas de higiene. Imagens divulgadas pela corporação mostram fezes espalhadas pela cozinha, inclusive sobre materiais utilizados no preparo dos produtos.


Em nota ao UOL, a Casa de Bolos se manifestou e lamentou o caso. Além disso, a empresa destacou que “considera inaceitável qualquer situação que coloque em risco a saúde e a segurança dos consumidores”. Por fim, a rede afirmou que, embora as unidades sejam operadas por franqueados independentes, todas devem seguir as diretrizes e os padrões operacionais e sanitários estabelecidos pela direção.
“A franqueadora acompanha o caso junto às autoridades competentes e ao departamento jurídico, além de conduzir uma apuração interna para esclarecer os fatos e adotar as medidas contratuais cabíveis”, concluiu.
Com informações do Portal Hugo Gloss




