Harry Styles revela medo de sair em público na época do One Direction e conta como superou a insegurança; assista

Harry Styles
Harry Styles é capa da edição “Musicians on Musicians” da Rolling Stone ao lado de Thom Yorke. (Foto: Anthony Pham; Rolling Stone)

Nesta quinta-feira (8), Harry Styles estrelou a capa da edição “Musicians on Musicians”, da revista Rolling Stone, ao lado de Thom Yorke, vocalista do Radiohead. Durante a conversa, ele falou sobre o medo que sentia de sair em público nos anos de One Direction e como superou essa barreira, transformando sua relação com o mundo e com o próprio processo criativo.

O assunto surgiu enquanto os dois relembravam o primeiro encontro. Styles, que recentemente revelou ter perdido a virgindade ao som de um dos hits de Yorke, estava em Roma para assistir a um show do The Smile, banda da qual o músico faz parte, quando acabou “esbarrando” no ídolo.

“Nós nos conhecemos pela primeira vez em Roma, em uma ruazinha. (…) Um amigo meu tinha me perguntado se nós já havíamos nos conhecido, e eu disse que não. Então, eu estava andando pela rua e notei você porque estava usando um boné que dizia ‘Acid’. Pensei: ‘Ah, que boné legal’. E então me dei conta: ‘Ah, é você’. Eu estava ouvindo ‘A Moon Shaped Pool’, [álbum do Radiohead de 2016], nos fones de ouvido e pausei a música [e disse]: ‘Ah, olá, Sr. Yorke’”, lembrou Harry.

Harry Styles, Thom Yorke
Harry Styles é capa da edição “Musicians on Musicians” da Rolling Stone ao lado de Thom Yorke. (Foto: Anthony Pham; Rolling Stone)

O vocalista do Radiohead admitiu que ficou surpreso com a situação. “E eu disse: ‘Que porra você está fazendo parado na rua?’”, relembrou, aos risos. “Eu não sabia que você passava tanto tempo morando em Roma. Não fazia ideia. Então, fiquei ainda mais confuso”, acrescentou o artista.

Harry, por sua vez, confessou que Yorke era um dos ídolos que tinha “medo” de conhecer. Apesar da apreensão inicial, o encontro teve um efeito positivo sobre ele. “Me lembro de ter me sentido tão leve depois. Pensei: ‘Ah, as pessoas são gentis, são legais’”, contou.

Na sequência, Yorke revelou que também ficou impressionado ao ver Styles caminhando sozinho pela cidade. “Fiquei muito impressionado por você simplesmente estar andando pela rua. Pensei: ‘Cadê os seguranças dele?’. Porque, quero dizer, eu sei que posso fazer isso, mas não sabia que você também podia”, comentou. “É uma escolha?”, questionou.

Foi então que Harry falou sobre como as caminhadas se tornaram parte de seu amadurecimento após os anos de exposição intensa com a boyband e fora dela.

One Direction, Harry Styles
Harry começou sua carreira na boyband One Direction. (Foto: Getty)

O cantor enfrentou diversos episódios de perseguição, incluindo uma invasão domiciliar. Em 2019, ele declarou a um tribunal que Pablo-Diana Tarazaga-Orero o perseguia repetidamente e aparecia em frente à sua residência em Londres. A situação fez com que o artista se sentisse inseguro e o levou a contratar um segurança noturno, além de instalar uma fechadura de segurança nos cômodos íntimos da casa.

Já em fevereiro de 2022, a mesma pessoa violou uma ordem de restrição e invadiu a propriedade à força enquanto Harry estava no local. Em outro caso, a brasileira Myra Carvalho foi condenada a 14 semanas de prisão, em 2024, após enviar ao cantor aproximadamente 8 mil cartas em menos de um mês. Ela também recebeu uma ordem de restrição de dez anos que a proíbe de entrar em contato com o artista.

Ao recordar aquela fase de sua vida, Harry explicou que chegou a acreditar que não era seguro sair de casa. “Acho que, nos primeiros tempos, quando eu estava na banda [One Direction], a experiência de ficar em hotéis parecia muito restritiva. Quando eu estava em casa, tinha aquela sensação de: ‘Ah, não é seguro sair’”, lembrou.

Harry Styles
Durante a residência em Nova York, Harry Styles tem sido visto caminhando pelas cidades com frequência. (Foto: Getty)

Segundo o cantor, essa percepção começou a mudar após o relacionamento com uma namorada, que não teve o nome revelado. “Então, tive uma namorada que era muito extrovertida, e ela estava indo para Londres. Pensei: ‘Ah, se ficarmos apenas sentados na minha casa por três dias, ela vai achar que sou maluco’. Então, saímos e andamos por toda parte”, contou.

“Foi quando percebi: ‘Ah, tudo bem ficar na rua’. Isso meio que rompeu aquela barreira. Hoje, isso mudou minha vida de uma forma enorme, porque é assim que você se mantém conectado ao mundo”, refletiu.

Para Harry, caminhar também oferece uma perspectiva diferente, que pode contribuir para o trabalho artístico. “Li algo sobre como caminhar oferece ao artista uma perspectiva própria, porque você está no nível do chão e vê coisas que simplesmente não enxergaria se estivesse sempre andando de carro”, comentou.

Assista ao papo completo:

Com informações do Portal Hugo Gloss

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