Um estudo sugere que o consumo excessivo de açúcar pode aumentar o risco de demência, e os genes podem contribuir para que esse risco seja ainda maior.
Na pesquisa em questão, destaca o EatingWell, os pesquisadores acompanharam mais de 158 mil adultos durante quase uma década e descobriram que o consumo elevado de açúcar estava associado a uma probabilidade significativamente maior de desenvolver demência, com determinadas características genéticas potencializando esse risco.
Embora a demência seja geralmente considerada uma doença da terceira idade, suas bases biológicas podem se estabelecer décadas antes.
O estudo acompanhou pessoas na faixa dos 50 anos para avaliar se o consumo de açúcar nessa fase da vida estava associado a um maior risco de desenvolver demência na década seguinte, mesmo antes do aparecimento dos sintomas.
Detalhes do estudo
O estudo foi conduzido por uma equipe de pesquisadores médicos da China, com experiência em nutrição, epidemiologia e doenças crônicas.
Para essa análise, os pesquisadores se concentraram em 158.408 participantes, com idade média de 56 anos.
Por meio de registros alimentares, a equipe conseguiu estimar o consumo de açúcares adicionados e naturais de cada pessoa.
O que o estudo descobriu?
Durante o período de acompanhamento, cerca de 0,7% dos participantes receberam o diagnóstico de demência. Pode parecer pouco, mas é significativo, considerando que a maioria das pessoas estava na faixa dos 50 anos.
Além disso, os pesquisadores descobriram que as pessoas que consumiam mais açúcar adicionado apresentavam um risco 43% maior de desenvolver demência em comparação com aquelas que consumiam menos. Mesmo os açúcares naturalmente presentes nos alimentos foram associados a um aumento do risco, embora o efeito tenha sido menor.
Além disso, participantes com determinadas características genéticas relacionadas ao intestino mostraram-se mais sensíveis aos efeitos do açúcar.
Como isso se aplica à vida real?
A demência é uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. O estudo sugere que aquilo que consumimos ao longo da vida, especialmente no que diz respeito ao açúcar, pode influenciar a saúde do cérebro no futuro.
O consumo de açúcar é um fator de risco modificável, por isso sua redução é altamente recomendada. Para pessoas com predisposição genética à demência, isso pode ser especialmente importante.




