

A
ny Gabrielly tirou um cochilo durante uma pausa nas gravações de Habeas Corpus e acordou com a câmera rodando. Na reta final da produção, a atriz esperava dentro de um carro enquanto a equipe reorganizava o set, até que acabou pegando no sono. Quando abriu os olhos, Marjorie Estiano e Nicolas Lee já estavam do lado de fora, participando da sequência. “Eu fiz a cena inteira, eu não sei como”, conta à CAPRICHO.
Com estreia em 23 de setembro na Netflix, a série acompanha a professora de Direito Inez (Marjorie), que reúne estudantes para tentar provar a inocência de um jovem condenado. Entre eles está Marina, personagem de Any, que tem motivos pessoais para se aproximar da docente. A ficção se inspira no trabalho do Innocence Project Brasil, organização dedicada a reverter condenações injustas.
No dia do cochilo, o calor estava intenso e o figurino incluía blazer. Any, Marjorie e Nicolas esperavam dentro do veículo para se proteger do sol. “Geralmente, quando a gente vai rodar, alguém te acorda e fala: ‘Ó, vamos rodar, se acorda, se recomponha e bora’”, explica a atriz.
Dessa vez, ela despertou com a cena em andamento: Inez tinha uma crise de ansiedade, e Marina precisava ajudá-la. Any conseguiu acompanhar a sequência, mas, assim que veio o corte, Marjorie caiu na risada. “Eu também não sei como ela fez a cena”, lembra. Segundo Any, a colega comentou: “Você estava dormindo, essa foi a melhor coisa que eu vi”.
Durante o lançamento da série, na Pinacoteca, em São Paulo, os colegas de Any também dividiram suas histórias com a CAPRICHO. Vini Carvalho, que interpreta Silas, começou a explicar a origem de uma piada interna e foi interrompido por Nicolas: “Não, contou tudo errado”.
A brincadeira nasceu em um ensaio, quando Any achou que ninguém tinha cumprimentado Vini. Segundo Nicolas, todos já haviam dado oi, mas ela não tinha visto. Para chamar a atenção dos colegas, a atriz insistiu: “Ó o Silas aí”. A frase virou o jeito do grupo de anunciar a chegada do colega. “Aí virou um bordão. Toda vez que a gente vê ele, a gente fala: ‘Ó o Silas aí’”, conta o intérprete de Kim.
Luiza Gabus, a Raquel, compartilhou um susto: em uma cena na qual precisava descer uma escada correndo, enquanto vestia a roupa e colocava o cinto, acabou caindo. “Não me machuquei, mas foi horrível. Mas deu certo no final”, relata.
Já Pedro Roza, que vive Lima, lembrou de uma cena com Marjorie em que simplesmente travou. “Eu estava, pô, contracenando com a Marjorie, né?”, comenta. Ele conta que, depois de ouvir a fala da atriz, ficou apenas olhando para ela, embora tivesse uma frase longa para responder.
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A parceria entre Felipe Ricca, o Bernardo, e Nicolas também rendeu situações em que segurar o riso virou parte do trabalho. Nicolas contou que, durante uma cena séria, a câmera estava voltada para ele, enquanto Felipe permanecia ao seu lado, fora do enquadramento. O colega aproveitou para encará-lo e provocar uma risada.
“Intimidade é a pior coisa que existe, entendeu?”, brinca Felipe, lembrando que já estavam no fim de um dia de 12 horas no set. “Cena séria e eu zoando o cara.” Segundo Nicolas, episódios parecidos aconteceram várias vezes, inclusive durante discussões entre os personagens.
Felipe também lembrou do que chamou de “saga do poke”. O ator tinha esquecido de tomar café da manhã e pediu a comida enquanto aguardava a gravação de uma cena, achando que conseguiria comer pouco depois. A refeição, porém, foi ficando para mais tarde.
“Todo momento que dava um tempinho, eu saía correndo para o canto, achando que ia conseguir comer meu poke, e voltava”, conta. Ao relembrar a espera, ele brincou: “Ainda bem que poke a gente come frio, né?”.
As piadas continuavam nos encontros fora das gravações. Os dois costumavam ir ao Cho Sun Gal Bi, restaurante de churrasco coreano no Bom Retiro, em São Paulo. Em uma conversa, Felipe trocou o nome do lugar por “Fly Gandu”, e o apelido pegou.
“Quando eu quero só que ele entenda o que eu estou falando, eu solto qualquer coisa”, explica Felipe. “Ele me zoa até hoje por causa disso.” Nicolas confirma que o apelido continua em uso: “Agora eu falo: ‘Vou comer um Fly Gandu aqui’”.
A fidelidade de Felipe aos restaurantes favoritos, aliás, já era assunto desde a preparação para a série. Naquele período, o elenco recebia um voucher para comer nas redondezas, e ele passou a frequentar um lugar chamado Flores. O pedido também se repetia: galeto com risoto, como Nicolas fez questão de lembrar.
“Todo rolê depois da preparação que a gente falava: ‘Ah, vamos para tal lugar’, ele: ‘Beleza, vamos passar no Flores antes’”, conta Nicolas. De tanto repetir o programa, Felipe ganhou dos colegas uma sugestão de empreendimento: abrir um Flores no Rio de Janeiro. “Eu gostei tanto do negócio, eu todo dia comia o mesmo prato”, explica o ator.
Habeas Corpus estreia com oito episódios em 23 de setembro, na Netflix.
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