O ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), não demonstrou entusiasmo com o anúncio feito pelo atual prefeito, Alysson Bestene (Progressistas), sobre a implantação da Guarda Municipal na capital acreana a partir de 2027, com previsão inicial de um efetivo de 80 agentes, entre homens e mulheres.
O anúncio ocorreu na manhã desta terça-feira (3), durante uma solenidade realizada no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Rio Branco.
Questionado sobre sua posição contrária à criação da Guarda Municipal, Bocalom foi direto e reafirmou o posicionamento que já defendia quando estava à frente da Prefeitura.“Sempre fui”, respondeu o ex-prefeito, sem acrescentar outros comentários.
Durante sua gestão, Bocalom, em 2025, descartou a possibilidade de criar uma Guarda Municipal e defendeu investimentos em tecnologias de videomonitoramento como alternativa para reforçar a segurança dos espaços públicos da capital.
“Enquanto eu for prefeito, não vai ter guarda municipal, porque guarda municipal é coisa de antigamente. Hoje, a segurança das escolas, das unidades de saúde e das praças é feita de forma moderna, como acontece no resto do mundo”, declarou Bocalom na ocasião.
Ao ser novamente questionado sobre os motivos que o levam a se posicionar contra a implantação da Guarda Municipal, o ex-prefeito preferiu não aprofundar a discussão e afirmou que o tempo deverá mostrar os resultados da iniciativa.“Vamos deixar o tempo dizer”, declarou.
Alysson mantém proposta de criação da Guarda Municipal
Apesar da resistência do antecessor, o prefeito Alysson Bestene anunciou que a administração municipal já iniciou as tratativas para estruturar a Guarda Municipal, cuja implantação está prevista para 2027.
A proposta prevê inicialmente a formação de um efetivo de 80 agentes, entre homens e mulheres, que deverão atuar na proteção do patrimônio público municipal, na prevenção de ocorrências e no fortalecimento da segurança comunitária.
Saimo Martins
Com informações do ac24horas



