Cientistas confirmaram que a Peste Justiniana, a primeira pandemia registrada no mundo, foi causada pela Yersinia pestis, a mesma bactéria responsável pela Peste Negra. Datada de cerca de 1.500 anos e descrita há muito tempo em textos históricos, mas nunca totalmente compreendida, a pandemia devastou o Oriente do Mediterrâneo durante o Império Bizantino, e seu patógeno permaneceu incerto até agora.
Um estudo publicado em 31 de julho de 2025 por pesquisadores da University of South Florida e da Florida Atlantic University forneceu a primeira evidência biológica direta. O DNA extraído de dentes em uma vala comum sob o antigo hipódromo romano de Jerash, na Jordânia, revelou que as vítimas eram portadoras de cepas quase idênticas de Yersinia pestis. As descobertas confirmam o papel da bactéria e apontam para um surto letal entre 550 e 660 d.C., consistente com relatos históricos de fatalidades generalizadas.
A Peste Negra continua sendo a pandemia mais fatal registrada na história humana. Também chamado de peste bubônica, o devastador ataque atingiu a Europa e a Ásia em meados de 1300. Estima-se que a doença tenha matado cerca de 200 milhões de pessoas. Mas de onde se originou essa praga terrível, como foi transmitida e quais foram suas consequências?
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