Defesa de Christa Pike toma atitude após condenada sobreviver a execução por injeção letal

Christa foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995 (Foto: Reprodução / Inside Edition; WSMV 4 Nashville)

Após Christa Pike sobreviver a tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, nos Estados Unidos, a defesa dela quer que a pena de morte seja substituída por prisão perpétua. Segundo informações da CBS News divulgadas nesta segunda-feira (5), a mulher permanece internada e ligada a um respirador artificial. No entanto, os médicos ainda não sabem se ela vai recuperar a consciência.

O advogado de Christa, Steve Ferrell, afirmou que o hospital tenta retirar do organismo da detenta a substância pentobarbital, utilizada na execução. Diante da condição crítica dela, a defesa também pretende impedir que o Estado tente realizar uma nova execução. “O mínimo que pode acontecer agora é retirar a pena de morte da equação e começar a olhar para qual pode ser o futuro dela”, disse ele.

O advogado afirmou que ainda não é possível saber se Christa vai recuperar a consciência e destacou que a situação pode afetar a participação dela em eventuais procedimentos judiciais. “Pode levar muito tempo até que ela consiga participar do processo judicial”, declarou.

Em um documento divulgado pela People, os advogados relataram que os dois braços de Pike estavam “inchados, queimados e com bolhas” quando ela chegou ao hospital. A defesa também alegou que sete agulhas foram inseridas durante o procedimento. Testemunhas também revelaram quais teriam sido as últimas palavras da detenta. Relembre, clicando aqui.

Christa foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995 (Foto: Reprodução / Inside Edition; WSMV 4 Nashville)

Entenda o caso

Christa está no corredor da morte há cerca de três décadas e passou grande parte desse período em isolamento. Ela foi condenada pela morte de Colleen Slemmer, sua ex-colega de escola, assassinada em 1995, aos 19 anos. A execução de Christa ocorreu na semana passada e terminou sem a morte da detenta.

Após o episódio, o governador do Tennessee, Bill Lee, cancelou a próxima e última execução prevista no estado para este ano e determinou uma revisão independente sobre o que ocorreu. Mesmo com essa decisão, o governador afirmou que, até aquele momento, o Departamento de Correção havia seguido o protocolo estabelecido para a execução.

Christa quando recebeu o veredito (Foto: Reprodução/ABC)

O comissário do Departamento de Correção deixou o cargo depois da tentativa malsucedida. O estado já havia suspendido as execuções em 2022 para revisar os procedimentos relacionados à injeção letal e retomou as mortes por esse método em 2025. Desde a retomada, o Tennessee passou a utilizar apenas pentobarbital nas execuções, em vez do protocolo anterior, que combinava três medicamentos.

Neste ano, funcionários penitenciários também enfrentaram problemas para estabelecer uma via intravenosa durante a tentativa de executar Tony Carruthers. Robin Maher, diretora do Death Penalty Information Center, afirmou que a sobrevivência de Christa representa um caso sem precedente na atual era da pena de morte nos Estados Unidos. “Só esse fato nos diz que algo deu muito errado na câmara de execução”, declarou.

Agora, além de acompanhar a condição de saúde de Christa as autoridades do Tennessee terão de analisar as circunstâncias que levaram ao fracasso da execução e decidir quais medidas serão tomadas diante do episódio.



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