Bruna Marquezine quase desistiu da terapia bem quando estava funcionando

Bruna Marquezine usa maquiagem bordô para desfile de primavera-verão 2027 da Gucci (Foto: @nikki_makeup/Instagram)


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rocurar a ajuda de um psicólogo é um dos primeiros (e mais importantes) passos para cuidar da saúde mental. Afinal, falar sobre o que sentimos e buscar apoio profissional quando necessário pode fazer toda a diferença. Mas você já parou para pensar que perceber resultados na terapia também pode despertar uma vontade de desistir do processo? Foi justamente sobre esse dilema que a atriz Bruna Marquezine refletiu em entrevista ao podcast É Nóia Minha, na última sexta-feira (16).

A conversa sobre saúde mental começou com uma pergunta simples para a atriz: “Você ainda faz terapia com a mesma profissional?”. Bruna respondeu que sim, continua o acompanhamento com a mesma terapeuta, mas revelou que já passou por momentos de dúvida. “Eu tive fases. Eu pensava: ‘Não sei, cara, acho que vou precisar trocar [de profissional]’”, contou.

A atriz chegou, inclusive, a ter uma espécie de crise em relação à terapeuta e à continuidade do tratamento, mas sem dividir essas inseguranças com ela. “Eu tive uma crise com ela, mas ela não sabe”, revelou.

Na época, Bruna sentia que alguma coisa não estava funcionando como deveria e chegou a considerar a possibilidade de encerrar o acompanhamento. A experiência, porém, levantou uma reflexão importante: será que, às vezes, a gente tenta fugir justamente daquilo que está nos fazendo bem?

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Por que dá vontade de desistir da terapia quando ela começa a funcionar?

A experiência de Bruna abre espaço para pensar sobre tentativas de autossabotagem. Ao entrar em contato com reflexões importantes e começar a enxergar novas perspectivas sobre si mesma, a atriz percebeu que talvez estivesse tentando interromper algo que, no fundo, fazia sentido para ela.

E faz sentido pensar nisso, né? Nem sempre olhar para dentro é confortável. Reconhecer padrões, rever comportamentos e encarar sentimentos pode mexer com a gente. E pode ser difícil entender que o processo terapêutico é feito de altos e baixos.

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Para a atriz, a vontade de trocar de terapeuta passou. Bruna percebeu que queria continuar o acompanhamento e que estava gostando cada vez mais da experiência. “E aí passou. Agora eu estou amando fazer terapia, amando”, contou.

Mas toda vontade de desistir é autossabotagem?

Calma! É importante lembrar que nem toda dúvida ou vontade de interromper a terapia significa que o tratamento está funcionando. Em alguns momentos, o desconforto pode fazer parte do processo de autoconhecimento. Em outros, pode ser um sinal de que algo precisa ser conversado ou revisto.

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Caso você sinta que não está conseguindo avançar, ou que não existe conexão com o profissional vale levar essas questões para a sessão. Falar abertamente sobre suas dúvidas também pode fazer parte da terapia, especialmente quando elas envolvem a própria relação com o psicólogo.

Afinal, não existe uma única jornada na terapia – e a experiência de Bruna ensina muito sobre isso. Cada pessoa tem seu próprio ritmo: o importante é ter um espaço em que você se sinta segura para falar sobre o que sente, fazer perguntas e construir, junto com o profissional, um caminho que faça sentido para você.

 

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Com informações da Capricho

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