Anitta usou IA no álbum ‘EQUILIBRIVM II’? Entenda as críticas

Anitta @anitta/Instagram

A

nitta completou uma das fases mais brasileiras de sua carreira com o lançamento de EQUILIBRIVM II. O álbum funciona como a segunda parte do projeto iniciado pela cantora em abril e aprofunda temas como espiritualidade, ancestralidade, fé e a busca por uma vida com menos pressa.

Ao longo de 17 faixas, Anitta deixa o pop internacional em segundo plano para explorar diferentes caminhos da música brasileira. Funk, samba, reggae, forró, ijexá e MPB aparecem misturados em um trabalho que conecta referências tradicionais à linguagem que acompanha a artista desde o início da carreira.

Anitta reúne diferentes gerações da música brasileira

A lista de convidados ajuda a traduzir a proposta do álbum. Em Ogum Me Rodeia, Maria Bethânia declama um texto dedicado ao orixá ao lado de Letícia Fialho. Já Alceu Valença participa do forró Não Me Cutuca, enquanto Mart’nália divide os vocais com Anitta em Feitiço.

O disco também conta com Mestrinho em Eu Não Sou Santa, MC Tha em Sem Pressa, Alexandre Carlo, do Natiruts, em Abre Caminho e o Grupo Ofá em Contemplação. Katú Mirim e Brô MC’s aparecem em OKE, faixa que destaca a presença e a resistência dos povos indígenas.

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Entre as músicas solo, Anitta revisita Pra Você Gostar de Mim, clássico eternizado na voz de Carmen Miranda, e apresenta uma versão em espanhol de Azul, de Djavan. A cantora ainda transforma experiências relacionadas à fama, às cobranças e à necessidade de desacelerar em faixas como Respira.

O projeto visual virou assunto nas redes sociais

Além das músicas, EQUILIBRIVM II chegou acompanhado por um curta-metragem de aproximadamente 35 minutos. A produção conecta as faixas em uma mesma narrativa e aposta em imagens ligadas à natureza, à religiosidade de matriz africana e a diferentes símbolos da cultura brasileira.

Pouco depois da estreia, porém, fãs começaram a apontar que algumas cenas pareciam ter sido produzidas com inteligência artificial. A discussão cresceu e também ganhou comentários de artistas, como a rapper Flora Matos, que questionou o uso da tecnologia no audiovisual.

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Responsável pela direção criativa do projeto, o estúdio Bezier confirmou que ferramentas de IA foram utilizadas em um minuto e 15 segundos do filme. Segundo a empresa, as cenas foram desenvolvidas para funções específicas da narrativa e partiram do material produzido pela equipe envolvida nas gravações.

O estúdio ainda informou que o curta foi filmado durante quatro dias, reuniu cerca de 220 profissionais locais e teve sete dias de edição. Em nota, a equipe defendeu uma utilização “consciente, ética e dirigida” da inteligência artificial, apresentada como mais um recurso dentro da produção.

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A explicação não encerrou a conversa. Parte do público criticou a escolha por considerar que a IA pode ocupar espaços de ilustradores, animadores e profissionais de pós-produção. Outros usuários defenderam que a tecnologia foi aplicada em uma parcela pequena do filme e serviu principalmente para criar transições e efeitos específicos.

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