Acre tem uma das menores taxas de home office do Brasil, aponta IBGE

Teletrabalho, home office ou trabalho remoto.

O Acre tinha, em 2025, 3,6% da população ocupada trabalhando no próprio domicílio, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual coloca o estado entre as três unidades da Federação com as menores proporções de trabalhadores nessa modalidade.

O índice acreano ficou abaixo da média nacional, de 7,9%, registrada no mesmo ano. No Brasil, eram cerca de 6,6 milhões de pessoas com 14 anos ou mais trabalhando no domicílio de residência.

Além do Acre, as menores proporções foram registradas em Rondônia (4,1%) e Mato Grosso (4,5%). Na outra ponta, três estados apresentaram taxas superiores a 10%: Ceará (10,7%), Distrito Federal (10,6%) e Rio de Janeiro (10,1%).

Na capital acreana, Rio Branco, o percentual não aparece no recorte informado pela pesquisa reproduzido no levantamento. Entre as capitais brasileiras, Porto Alegre teve a maior proporção, com 18,7%, enquanto Porto Velho registrou a menor, com 4,2%.

No país, a proporção de pessoas trabalhando em casa em 2025 permaneceu estável em relação a 2024 e acima do nível registrado antes da pandemia. Em 2019, 5,8% da população ocupada trabalhava no próprio domicílio, contra 7,9% em 2025.

A série histórica da Pnad Contínua mostra que o home office atingiu seu maior percentual em 2022, com 8,4%, após a adoção mais ampla do trabalho remoto durante a pandemia. Não houve coleta dessas informações em 2020 e 2021 devido às restrições sanitárias.

O levantamento considera o principal local de trabalho. Assim, trabalhadores em regime híbrido que passam parte da semana em casa podem ser classificados pelo IBGE entre aqueles cujo local de trabalho principal é o domicílio de residência.

Em 2025, a população ocupada considerada na pesquisa foi estimada em 84,6 milhões de pessoas.

Lucas Vitor

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