A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) apresentou na quarta-feira (4) ao Conselho Consultivo do Complexo de Florestas Estaduais do Rio Gregório (Cferg) o projeto de estruturação das concessões florestais do estado. A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A reunião ocorreu na Unidade de Gestão Ambiental Integrada (Ugai) do Rio Liberdade, em Tarauacá, e teve como finalidade informar os participantes sobre o projeto e ampliar o diálogo com a população local.
A parceria abrange as Florestas Estaduais do Mogno, do Rio Gregório e do Rio Liberdade, todas no município de Tarauacá. A do Mogno tem 141 mil hectares e faz divisa com o Amazonas. A do Rio Gregório tem 212 mil hectares e fica entre os rios Gregório e Acuraú. A do Rio Liberdade tem 76,7 mil hectares e se conecta à Reserva Extrativista Riozinho da Liberdade.
O contrato entre o governo e o BNDES foi assinado em agosto deste ano. A primeira etapa dos trabalhos é a elaboração de estudos de avaliação florestal, logística, viabilidade econômico-financeira e aspectos jurídicos. Com base nesses levantamentos, serão preparadas as minutas dos documentos do processo, entre elas o edital de concessão florestal. A previsão é que estudos e minutas sejam disponibilizados para consulta pública em 2027.
Nas áreas concedidas, o manejo florestal sustentável será feito com técnicas de exploração de baixo impacto e de forma planejada. O objetivo é assegurar a conservação da biodiversidade e a capacidade de regeneração da floresta. O projeto também busca ampliar as oportunidades de negócios na região, estimular a geração de empregos e fortalecer a economia local.
A chefe do Departamento de Florestas da Sema, Ana Paula Falcão, afirmou que o diálogo com a comunidade e a transparência são prioridades na estruturação do projeto. “Nosso objetivo é garantir que a comunidade esteja informada e participe de todo o processo, conhecendo os benefícios econômicos e ambientais da iniciativa. Queremos construir um modelo de concessão de sucesso, que concilie desenvolvimento sustentável, conservação ambiental e participação social”, declarou.
A gerente de Projetos do BNDES, Ludmila Costa, destacou o alcance econômico da iniciativa. “A importância do projeto é conseguir transformar essas florestas em uma atividade que possa dinamizar a região, com o manejo, a exploração sustentável da madeira, trazendo emprego e renda para toda a região e, ao mesmo tempo, colocar obrigações para que o parceiro que futuramente vai fazer essa exploração possa também trazer benefícios e atender interesses e projetos da própria comunidade que está em volta”, explicou.
Integram ainda a comitiva do banco o chefe do Departamento de Projetos Ambientais, Robson de Oliveira, e o analista de projetos Murilo Orion.
O sócio da Radar PPP, Rodrigo Sá, representa a consultoria contratada pelo BNDES para estruturar o projeto. A empresa brasileira atua com parcerias público-privadas (PPPs). “A ideia é promover a exploração sustentável da floresta, trazendo mais dinamicidade econômica para a região e desenvolvimento social”, disse.
O presidente da Associação Agroflorestal do Baixo Rio Gregório, Alcidiones Ponciano, ressaltou a importância de a comunidade acompanhar a implementação do manejo florestal e manifestou otimismo em relação aos benefícios do projeto. “Viemos conhecer melhor o projeto de manejo florestal e esclarecer nossas dúvidas sobre como será executado e quais benefícios chegarão à comunidade. Temos uma expectativa positiva e queremos fazer parte desse processo”, disse.
Com informações da Agência de Notícias do Acre
Rebeca Martins
Com informações do ac24horas



