Nesta quarta-feira (23), o Prime Video lançou uma de suas adaptações mais aguardadas do ano: “A Hipótese do Amor”, longa inspirado no romance homônimo de Ali Hazelwood. Estrelado por Lili Reinhart e Tom Bateman, o filme acompanha Olive, uma estudante de doutorado que acaba se envolvendo com Adam Carlsen, o professor mais odiado de Stanford.
Os dois se aproximam depois que um beijo inesperado acaba se transformando em uma farsa para que Anh, melhor amiga de Olive, consiga se aproximar de Jeremy. Olive e Adam, então, passam a fingir um namoro em um acordo mutuamente benéfico: enquanto ela ajuda a vida amorosa da amiga, Adam tenta convencer a faculdade de que vive um relacionamento estável e não pretende abandonar sua posição como professor.
Apesar de inspirado no livro de Hazelwood, o longa traz uma série de mudanças na trama. Entre elas está o maior destaque dado à amizade entre Olive e Anh, além de outras alterações significativas no desenvolvimento da história.
Segundo a diretora Claire Scanlon, apesar de ter sido convidada a acompanhar o projeto, a autora do romance não teve um papel ativo no desenvolvimento do roteiro. “Ela realmente não queria participar. Acho que ela colocou isso no mundo. Ela encontrou uma produtora incrível, Elizabeth Cantillon, e realmente confiou nela. Não sei o que Elizabeth disse naquela conversa que convenceu Ali de que ela era a pessoa certa, mas deve ter sido incrivelmente convincente, porque ela ficou muito na dela”, contou.
Ainda assim, Ali fez questão de ler o roteiro antes do início das gravações e demonstrou seu apreço pelo time responsável pela adaptação. “Ela leu o roteiro. Acho que havia algo engraçado sobre ‘Star Wars’ que pensamos: provavelmente não podemos dizer isso por causa de direitos autorais. Mas até isso ela apreciou”, revelou a diretora. “Não houve nenhum feedback negativo. Ela é realmente alguém que defende todo mundo. Nós ficamos sob a proteção dela, e agora ela também nos apoia”, pontuou.
Um dos aspectos que chamou a atenção na adaptação é o destaque dado à relação entre Olive e Anh. Assim, a produção se torna uma história de amor não apenas entre Olive e Adam, mas também sobre a amizade das duas — algo que, em parte, difere do romance original.
Scanlon explicou a decisão: “É totalmente diferente, e acho que, por ser um meio cinematográfico, quando você vê Anh flagrando Olive beijando o Dr. Maligno, é realmente útil, em uma versão para o cinema, conhecer o passado delas. Acho que não queria mexer naquela primeira cena. A primeira cena é impecável e perfeita nas duas versões, e é a primeira cena nas duas versões. Mas acho que, em um livro, depois que você passa por aquela primeira cena, você já está envolvido. Em um filme, porém, acho que era muito importante conhecer um pouco do passado antes e acrescentar a narração dela, sabe?”.


Ela acrescentou: “Como narradora no livro, você sempre sabe o que está acontecendo na cabeça de Olive, mas isso nem sempre acontece em um filme. Então tivemos o recurso de fazê-la conversar um pouco com seus ratinhos, contando o que está acontecendo. Eu sentia fortemente que, para [o beijo dela em Adam] ter o impacto que teve, [era preciso] entender que ela estava fazendo aquilo por lealdade à sua família escolhida e a Anh. E então o chão é puxado debaixo dos pés dela quando ela pensa que vai ser expulsa de Stanford, porque, no momento em que ele diz que vai acionar o ‘Título IX’, ela fica apavorada”.
A química entre os protagonistas também foi impulsionada pela conexão entre os atores. Scanlon destacou, inclusive, uma característica de Tom Bateman que a surpreendeu durante as filmagens. “Uma coisa que me surpreendeu foi o quanto Tom é engraçado na vida real. Lili também fala sobre isso o tempo todo. Ele não tem nada a ver com Adam. Ele é um ótimo ator. Eles são polos opostos. Então, às vezes, ele fazia uma expressão que era simplesmente inesperada. Sim, claro, sabemos que o Dr. Maligno é frio, mas o encontro para tomar café foi realmente divertido e bobo. Vê-lo incorporando aquilo foi maravilhoso”, elogiou.
Outras mudanças também acabaram se tornando assunto entre os fãs dos livros de Ali Hazelwood. Isso porque a adaptação corta Holden e aumenta o papel de Anh no desfecho, revelando que ela sabia que Adam e Olive estavam fingindo namorar o tempo todo.
Segundo Scanlon, o crédito é da roteirista Sarah Rothschild, que buscou homenagear momentos marcantes do livro, mas com uma nova abordagem. “Por exemplo, a cena do protetor solar, o beijo, as meias de unicórnio — tudo estava muito alinhado. [Em um filme,] não dá para colocar tudo o que está no livro. Eu adoro a mudança que coloca as mulheres em primeiro plano”, elogiou a diretora.
“Além disso, no livro, é Malcolm quem sabe que eles estão fingindo namorar, mas o que eu amei na revelação de Anh é que você não espera por isso. Eu não esperava quando estava lendo o roteiro, pensei: ‘Ah, uau! Eles não conseguiram enganá-la’. E ela diz: ‘Ah, qual é! Eu sou cientista. Literalmente, meu trabalho é observar’. Anh não está dizendo a ela: ‘Eu sei que isso é uma bobagem, mas vocês ficam fofos e constrangidos juntos. Talvez, se continuassem fingindo, isso se tornasse real’, e foi exatamente o que aconteceu. Espero que isso tenha dado a vocês uma sensação acolhedora”, refletiu.


“E quando ela diz: ‘Quem se importa com o que aqueles caras vão fazer? O que Olive Smith vai fazer?’, sinto que é como um grito de incentivo para o mundo. Tipo: ‘Vai atrás dele, Olive!’”, explicou.
Anh também é quem conta a Adam que Tom estava assediando Olive — o que, para Scanlon, reforça o carinho e a lealdade entre as amigas. “Ela ama Adam e ama a amiga. É por isso que ela diz: ‘Você sabia? Ele te contou?’. E ele responde: ‘Não, o quê? Do que você está falando?’. Ele é um cara bom, então ela toma a decisão [de contar a ele], e é por isso que ele diz: ‘Você é uma ótima amiga’”, concluiu.
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