O que é transtorno disfórico pré-menstrual, condição que Hailey Bieber enfrentou após o nascimento do filho

Hailey Bieber (Foto: @haileybieber/Instagram)


P

or meio da Rhode, Hailey Bieber anunciou uma doação de US$ 5 milhões, cerca de R$ 27 milhões, à Foundation for Women’s Health, uma organização sem fins lucrativos, com o objetivo de fomentar pesquisas na área da saúde feminina. Embora sua conexão pessoal com o assunto não seja nova, uma vez que ela possui mulheres em seu entorno lutando contra doenças como síndrome dos ovários policísticos (SOP) e endometriose, nos últimos anos, ela se viu ainda mais envolvida na causa.

Em entrevista a Womans Wear Daily, a empresária revela que, após o nascimento de seu primeiro filho, Jack Blues, em 2024, fruto de seu casamento com Justin Bieber, passou a sofrer de transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).

Descrevendo a jornada da gestação e do parto como “especial e intensa”, com muita coisa acontecendo e “inúmeros processos antecendo a chegada de um filho”, Bieber também não esconde que foi um momento difícil não só pelo diagnóstico, mas por perceber a falta de pesquisa e de conversas sobre TDPM — e outras doenças envolvendo a saúde feminina. “Sinto-me frustrada com a falta de pesquisas, a escassez de conscientização e a ausência de diálogos sobre esses temas”, desabafa.

Continua após a publicidade

Compartilhar sobre a doença, seja com amigos, familiares, seja com o público, inclusive, a ajuda a se sentir “menos sozinha”. “Quando conseguimos nos identificar umas com as outras, conversar sobre nossas experiências e falar sobre as coisas que estamos enfrentando e com as quais estamos lidando, sinto que a jornada se torna menos solitária”, declara.

E o que é transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)?

O transtorno disfórico pré-menstrual, conhecido pela sigla TDPM e relatado por Bieber, é uma condicao similar à síndrome pré-menstrual (TPM) tradicional, mas mais grave, já que causa, nas duas semanas antes do início da menstruação, irritabilidade intensa, depressão severa, tensão ou ansiedade, afirma o Office on Woman’s Health do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Enquanto na TPM os sintomas, mesmo que fortes, tendem a ser controlados com maior facilidade, no TDPM, eles são mais intensos e podem causar disconforto ou questões sérias para a saúde física e mental da mulher. Entre os sintomas mais comuns, o Escritório de Saúde da Mulher aponta:

Continua após a publicidade

  • Irritabilidade ou raiva persistente;
  • Tristeza profunda, desespero, pensamentos suicidas e depressão;
  • Tensão ou ansiedade;
  • Ataques de pânico;
  • Oscilações de humor ou choro frequente;
  • Falta de interesse em atividades diárias;
  • Dificuldade de concentração;
  • Cansaço ou falta de energia;
  • Compulsão alimentar;
  • Dificuldade para dormir;
  • Cólica e inchaço persistente;
  • Sensibilidade mamária;
  • Dores de cabeça, articulares ou musculares.

Qual o tratamento para o TDPM?

Do lado medicamentoso, o especialista pode indicar antidepressivos, anticoncepcionais e analgésicos para aliviar os sintomar físicos do transtorno. Já a longo prazo, uma alimentação mais balançeada, reduzindo o consumo de açúcar, somada a uma rotina com atividades fisicas, também auxilia. Entretanto, cada caso é único e o tratamento adequado para cada pessoa deve ser discutido com um médico especialista.

+Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui. 

Continua após a publicidade

Publicidade

Com informações da Capricho

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Threads
Telegram
Print
LinkedIn

Siga nossas Redes Sociais

Leia também