

O
livia Rodrigo usou suas redes sociais para se manifetar sobre uma denúncia de estupro coletivo envolvendo membros de uma fraternidade da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, que ganhou repercussão midiática na última semana. Por meio do story de seu Instagram, a cantora manifestou apoio à vítima e cobrou um posicionamento da instituição.
“Vergonha de Cornell e de todas as instituições que protegem estupradores e abusadores em vez das mulheres”, afirmou Rodrigo, declarando “Eu apoio Jane Doe”, se referindo ao pseudônimo adotado para se dirigir à vítima, que segue em anonimato.
A cantora ressaltou que a coragem da jovem “reverbera por todo o país e os crimes cometidos contra ela não ficarão impunes”, além de que a vítima merece “respostas, consequências e mudanças duradouras”. “O que ela passou importa, e também importa a falha daqueles que poderiam ter intervindo, mas escolheram não fazê-lo”, disse.
Em seguida, Rodrigo repostou duas publicações em seu story referentes ao caso. Na primeira, um texto afirma que “nossas reinvindicações” incluem não só responsabilização, justiça e reparação, mas também reparações financeiras. “Faculdades e universidades precisam oferecer bolsas de estudo integrais para que sobreviventes possam concluir sua educação, incluindo dinheiro para terapia e recuperação, uma nova moradia e qualquer outra coisa de que precisem”.
Na segunda postagem, há uma mulher carregando um colchão nas costas com o texto “Carregando Esse Peso — Novamente. Não consigo parar de pensar no caso de estupro de Cornell”.
Entenda o caso Cornell
Na acusação, a jovem Jane Doe afirma que, em outubro de 2024, foi dopada e estuprada por sete integrantes da fraternidade Chi Phi da Universidade Cornell, quando tinha 20 anos. Ela chegou a denunciá-los para a polícia do campus um mês depois do ocorrido e afirma que nenhuma punição foi tomada.
Em 28 de setembro, contudo, a Promotoria do condado de Tompkins reabriu a investigação para avaliar se há elementos para uma acusação criminal, apontando diferenças entre o relato inicial e a ação civil; o advogado da jovem contestou essa interpretação e criticou a investigação anterior.
Em uma ação civil, a jovem responsabiliza a universidade por falhas em sua proteção; enquanto a universidade apoiou a reabertura do caso e garantiu que suspensões e expulsões foram aplicadas aos envolvidos, negando os rumores que circularam nas redes sociais de que a entrega de redações tenha sido a ‘única punição aplicada. A fraternidade também permanece banida do campus.
Representantes de dois dos acusados ouvidos pela ABC News negaram que seus clientes tenham cometido violência sexual. As alegações seguem sob investigação. Segundo a CBS, a governadora do estado, Kathy Hochul, pediu que uma comissão externa avalie o caso. “As alegações neste caso são simplesmente horríveis. Para qualquer estudante se manifestar após uma experiência como esta, é preciso uma coragem extraordinária. Nenhum estudante deveria jamais ficar na dúvida se as instituições que deveriam protegê-los irão ouvi-los e agir.” A audiência inicial do processo civil está marcada para 23 de outubro em Manhattan.
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