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e você é uma pessoa que passa bastante tempo no TikTok, provavelmente já se deparou com algum vídeo ao som de Just Like Dat. A música do PSYCHIC FEVER, lançada em 2024, ultrapassou as fronteiras do Japão e se transformou em um fenômeno nas redes sociais este ano, levando o grupo a conquistar ouvintes de diferentes partes do mundo. Formado pela LDH Japan em 2019 e com estreia oficial em julho de 2022, ele é composto por JIMMY, KOKORO, WEESA, TSURUGI, RYOGA, RYUSHIN e REN e mistura elementos de J-pop, R&B e hip-hop em sua sonoridade.
Desde o debut, os integrantes vêm construindo uma trajetória cada vez mais internacional. Eles já passaram por países como Tailândia, Filipinas e Estados Unidos e, recentemente, assinaram um acordo com a Warner Music Group. Agora, o grupo entrou em uma nova fase com DIFFERENT, segundo álbum de estúdio, lançado em julho, que traduz justamente a diversidade de referências, estilos e personalidades que formam o conjunto. Em entrevista à CAPRICHO, os integrantes falaram sobre o sucesso viral, os aprendizados de levar sua música para diferentes públicos, o processo criativo do novo trabalho e, para a alegria das fãs brasileiras, revelaram que adorariam visitar o Brasil e a América Latina.
“O sucesso de Just Like Dat aconteceu de uma maneira orgânica. A primeira vez que percebi que a música tinha viralizado foi quando vi um TikTok, uma publicação criada por um fã, acho que há uns dois anos ou algo assim. Acho que todos os integrantes ficaram realmente surpresos quando vimos a publicação que o fã criou. Ela viralizou muito. Então somos muito gratos ao nosso fandom”, conta JIMMY.
A repercussão também veio acompanhada de uma série de experiências que ajudaram todos eles a entenderem melhor o que significa ser um grupo global. Pouco depois da estreia, os sete integrantes passaram um período vivendo na Tailândia, experiência que KOKORO chama de “musha shugyo”. Foi lá que eles tiveram seus primeiros contatos com um público estrangeiro e perceberam que a maneira como as pessoas reagiam às suas músicas e performances poderia variar bastante de um país para outro.
“Quando nos apresentamos na Tailândia, percebemos que as reações do público eram diferentes de tudo o que tínhamos experimentado antes. As partes do show que deixavam as pessoas animadas também eram completamente diferentes. Através dessas experiências, acredito que conseguimos construir o setlist e o fluxo das nossas performances atuais com base em tudo o que havíamos desenvolvido até aquele momento — nossos setlists e as formas como nos expressávamos como grupo”, explica KOKORO.
Esse período acabou se tornando uma espécie de laboratório para o grupo. Desde então, eles passaram a prestar ainda mais atenção às particularidades de cada público e a adaptar suas apresentações de acordo com o país visitado. “Desde então, temos nos esforçado para adaptar nossas performances a cada país que visitamos. Durante os momentos de MC, também tentamos falar no idioma local. Mais recentemente, temos feito arranjos específicos das nossas músicas para os shows ao vivo e experimentado diferentes maneiras de apresentá-las. Estamos focados em criar performances ao vivo que sejam exclusivamente PSYCHIC FEVER”, completa.
A vontade de conquistar fãs ao redor do mundo sempre esteve presente na história do PSYCHIC FEVER. Por isso, o acordo mundial com a Warner Music Group representa um passo importante para os integrantes. Para RYOGA, a parceria não trouxe apenas novas possibilidades para a música, mas também abriu portas para experiências e contatos que antes pareciam mais distantes.
“Ao assinar com a Warner Music, fomos expostos a novas formas de pensar que ainda não conhecíamos e também tivemos mais oportunidades de conhecer pessoas com quem talvez nunca tivéssemos tido a chance de trabalhar. Estamos muito felizes com isso. Isso vale para a música em si, mas também para oportunidades como entrevistas como esta. Temos vivido experiências que não eram tão comuns para nós antes”, explica.
Segundo ele, essa nova fase faz com que o grupo enxergue o futuro com ainda mais expectativa. “Por isso, estamos animados com o que vem pela frente — não apenas pela nossa música, mas também porque acreditamos que isso será uma oportunidade para ampliar o alcance das nossas atividades a partir de agora.”
Somos muito inspirados pelo R&B e pelo hip-hop dos anos 1990, especialmente pela música norte-americana, desde que éramos crianças. Mas somos japoneses; somos um boy group japonês
JIMMY, do PSYCHIC FEVER
E se existe algo que o PSYCHIC FEVER não pretende abandonar durante esse processo de expansão é justamente sua identidade japonesa. O grupo tem referências internacionais bastante claras, especialmente do hip-hop e do R&B norte-americanos dos anos 1990, mas procura combinar essas influências com elementos do J-pop. JIMMY revelou que essa mistura faz parte da identidade construída pelo grupo desde o início.
“Basicamente, somos muito inspirados pelo R&B e pelo hip-hop dos anos 1990, especialmente pela música norte-americana, desde que éramos crianças. Mas somos japoneses; somos um boy group japonês. Por isso, tentamos fazer muitas coisas diferentes, combinando bastante J-pop com música norte-americana, especialmente nos EPs do PSYCHIC FEVER. Experimentamos muitos gêneros e estilos nesses EPs.”
O novo disco
Como o próprio título indica, DIFFERENT tem como principal conceito as diferenças entre os integrantes e a maneira como essas características individuais podem se transformar em uma identidade coletiva. “O PSYCHIC FEVER valoriza a individualidade de cada um dos seus sete integrantes e, através das nossas atividades ao redor do mundo, todos nós pudemos experimentar isso na prática. Ao longo dessa jornada, descobrimos que, ao expressarmos nossas personalidades individuais e as diferenças entre cada integrante através da música do PSYCHIC FEVER, conseguimos conquistar muita compreensão e identificação de pessoas ao redor do mundo”, afirma TSURUGI.
Para ele, continuar mostrando essas particularidades pode ter um impacto positivo no público. “Acreditamos que continuar mostrando essas diferenças por meio da nossa expressão pode causar um impacto positivo em muitas pessoas.”
A nova fase também representa uma evolução na participação dos próprios integrantes no processo criativo. JIMMY e WEESA, por exemplo, participaram da composição das letras de várias músicas do novo álbum. Para RYOUGA, ter cada vez mais integrantes envolvidos diretamente na criação permite que o grupo coloque pensamentos e experiências pessoais dentro das faixas.
“Para o álbum DIFFERENT, nossos integrantes JIMMY e WEESA participaram da composição das letras de várias músicas. Daqui para frente, acredito que vocês verão mais oportunidades para que nossos integrantes se envolvam diretamente na criação da nossa música. Ao participarmos do processo de composição, poderemos expressar nossos pensamentos e mensagens de maneira mais profunda, permitindo que levemos uma mensagem ainda mais ampla e significativa aos nossos fãs e ouvintes. Por isso, queremos continuar participando ativamente do processo de composição e criação musical no futuro.”
E se os novos trabalhos também prometem apresentar um lado diferente do PSYCHIC FEVER, o videoclipe de I Got Ways já deu uma pequena amostra do que vem por aí. WEESA conta que as gravações foram até as primeiras horas da manhã e que uma das cenas mais trabalhosas foi justamente aquela que aparece no final do clipe, quando os integrantes dançam na chuva. “Gravamos o videoclipe até de manhã, por volta das 7h, e, no final do vídeo, havia uma cena de chuva, em que dançamos debaixo d’água. Foi muito difícil. Gravamos aquela cena umas nove ou dez vezes. Foi muito difícil”, lembra.
Apesar do cansaço, a sequência tinha um objetivo importante dentro da proposta visual da música. “Queremos que vocês sintam nossa energia sexy, nossos novos visuais através da dança, do canto e dos figurinos”, explica WEESA. A rotina intensa e os desafios de trabalhar em diferentes países também fazem parte do processo de crescimento do grupo. RYUSHIN, que viveu na Tailândia pouco depois do debut, considera aquele período um dos momentos mais difíceis da carreira, mas também um dos mais importantes para a formação do PSYCHIC FEVER.
“Pouco depois da nossa estreia, nós moramos na Tailândia. Acho que aquele período foi, ao mesmo tempo, nosso maior desafio e um dos nossos maiores patrimônios. A Tailândia também foi o primeiro país estrangeiro para o qual fomos como grupo e foi onde fizemos nossas primeiras apresentações fora do Japão. Por causa disso, pudemos experimentar em primeira mão como o público internacional reagia a nós”, conta.
E nem tudo saiu perfeitamente. “Não foram todas experiências positivas. Também cometemos muitos erros ao longo do caminho. Olhando para trás, sinto que o tempo que passamos lá foi o que nos levou a ser quem somos hoje”, completa.
Acreditamos que continuar mostrando essas diferenças por meio da nossa expressão pode causar um impacto positivo em muitas pessoas.
TSURUGI, do PSYCHIC FEVER
Com o crescimento global da música japonesa e a presença cada vez maior de artistas do país em diferentes mercados, o PSYCHIC FEVER também se vê como parte de uma nova geração que pode ajudar a ampliar a definição do que é o J-pop. “Fazemos parte da LDH e sempre carregamos a missão de levar amor, sonho e felicidade ao maior número possível de pessoas ao redor do mundo. Junto com isso, esperamos levar a música e o entretenimento do PSYCHIC FEVER para pessoas de todo o mundo e compartilhar com o público global aquilo que acreditamos ser uma forma completamente nova de J-pop, assim como um estilo completamente novo de música e entretenimento daqui para frente”, disse REN.
Vinda ao Brasil
“Ainda não tivemos a oportunidade de visitar o Brasil, mas recebemos regularmente mensagens de apoio pelas nossas redes sociais”, conta RYOUGA. “Por isso, adoraríamos visitar não apenas o Brasil, mas também a América Latina algum dia. Se tivermos oportunidades no futuro de encontrar todos vocês em shows, eventos ou fan meetings, definitivamente gostaríamos de aproveitá-las.”
“Esperamos que vocês aguardem pelo dia em que poderemos levar nossa música diretamente para todos vocês, pessoalmente”, completa RYOUGA.
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