Apostas podem virar vício cedo: o alerta que a nossa galera precisa ouvir

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o Brasil, é proibido que menores de idade tenham acesso a plataformas de apostas online. No entanto, na prática, a regra não é seguida: um em cada cinco alunos dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio diz já ter feito apostas online, apontou pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação em parceria com o Equidade.info. 

O levantamento, que ouviu 1.912 estudantes de 191 escolas de todo o país, mostrou que o problema começa desde muito cedo em sites clandestinos que não possuem dispositivo que impeça o login de pessoas com menos de 18 anos. Segundo os dados apurados, as apostas começam aos 11 anos de idade: pelo menos 9,5% dos estudantes até essa faixa etária disseram já ter tido apostado nas bets.

A situação se agrava com os mais velhos. No ensino médio, 41,7% dos meninos já apostaram, mais que o dobro do registrado entre os do fundamental 2 (19%). A pesquisa também apontou que os meninos apostam mais (27,8%) que as meninas (12,6%).

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Por que a nossa galera precisa ficar atenda diante desses dados

Não é brincadeira, viu? Problemas relacionados a jogos de apostas se tornaram uma questão de saúde pública. O vício, que tem crescido entre jovens e adultos e traz sérias consequências, é cercado de vergonha e muita estigmatização. Por isso, há a dificuldade de admitir o problema e pedir ajuda.

Com o aumento de casos, o termo ‘ludopatia’ começou a aparecer mais. Ele refere-se ao Transtorno do Jogo, uma condição de saúde mental em que a pessoa perde o controle sobre o impulso de apostar, mesmo quando isso traz prejuízos para a vida financeira, emocional, profissional ou familiar. A doença é reconhecida pela Classificação Internacional de Doenças (CID-11), da Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno relacionado a comportamentos aditivos. Conheça mais os sinais do vício em apostas neste outro texto.

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Não é à toa que o o Ministério da Saúde passou a ofertar teleatendimento em saúde mental para pessoas que apresentam comportamentos problemáticos relacionados a jogos e apostas, por meio do o Sistema Único de Saúde (o SUS) – veja aqui como pedir ajuda se você ou alguém próximo está enfrentando

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