Vai dar para assistir à Copa do Mundo Feminina 2027 sem perder aula?

Torcedoras acompanham uma partida da Copa do Mundo e celebram um lance durante o jogo. Drs Producoes/Getty Images

Em 2027, o Brasil será sede de uma Copa do Mundo Feminina da FIFA pela primeira vez. Sim, seremos o primeiro pais da América do Sul a receber o torneio. Apesar da animação para assistir todos os jogos e torcer pelas nossas jogadoras, surge uma preocupação: e a escola? Será que vai dar para assistir todos os jogos sem esbarrar nos horários da aulas?

O Ministério da Educação (MEC) aprovou, nesta quinta-feira (10), as regras para as férias escolares na Copa do Mundo Feminina, explicando como as redes de ensino público e privado de todo o país devem organizar as férias escolares do meio do ano de 2027, período em que ocorre a Copa do Mundo Feminina da FIFA no Brasil. Vale lembrar que, ao todo, serão disputadas 64 partidas entre 24 de junho a 25 de julho do próximo ano.

Como fica o calendário letivo de 2027 durante a Copa do Mundo Feminina?

O MEC explica que as regras de organização do calendário letivo de 2027 ficam divididas segundo o nível de impacto local. A competição do futebol feminino deve afetar diretamente as oito cidades-sede e cerca de 174 municípios que integram suas regiões metropolitanas ou áreas de influência direta. São elas: Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

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Nessas localidades, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes em seus calendários escolares para que o recesso, logo após encerramento das atividades do primeiro semestre de 2027, coincida com o período do torneio. A ideia é permitir que estudantes e profissionais da educação acompanhem os jogos sem perder aulas, além de facilitar a mobilidade urbana e evitar congestionamentos.

Já as redes estaduais e municipais de ensino que não sofrerão impacto direto do campeonato mundial têm autonomia para decidir se querem adequar as férias ao evento esportivo, como explica o texto da Agência Brasil.

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O que esperar da seleção brasileira feminina

Como dona da casa, a seleção brasileira já tem sua vaga garantida para a competição. E tem nome que promete brilhar: entre os destaques estão Tainá Maranhão, do Palmeiras, e Marta, que terá 41 anos em 2027 — sim, a Rainha pode estar mais uma vez com a amarelinha, atrás do título inédito que ainda falta.

Mas a torcida também aprendeu a lição da última Copa. Em 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, o time viveu um momento amargo: o Brasil empatou com a Jamaica em 0 a 0 e foi eliminado ainda na fase de grupos, situação que não acontecia desde 1995.

A seleção se despediu no terceiro lugar do grupo F, com quatro pontos: uma vitória sobre o Panamá por 4 a 0, um empate com a Jamaica por 0 a 0 e uma derrota para a França. O Brasil, que participou de todas as nove edições da Copa do Mundo Feminina, só havia caído na fase de grupos em duas ocasiões: 1991 e 1995. Ou seja: jogar em casa, com a torcida fazendo barulho, é a chance perfeita de virar essa página.

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*Este texto contém informações da Agência Brasil.

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