O
que incomoda mais: uma mulher no rap ou o que ela tem a dizer? Você já reparou como as mulheres estão ocupando um espaço que antes era predominantemente masculino? O chamado “rap feminino” vem dominando os streamings com poder, crítica e muita autoestima. No trecho da música
Extraordinária, da cantora Ebony, vemos claramente essa mudança: a mulher deixa o papel secundário de lado, se exalta e se coloca em primeiro lugar.
“Me sinto extraordinária. Dona de uma mente brilhante. Até minha arcada dentária é de alguém relevante.”
O foco agora não é objetificar as mulheres ou enquadrá-las em padrões que geram comparações. O objetivo é mostrar todo “rolê” que é ser mulher vai muito além dos estereótipos criados por uma sociedade patriarcal. É exatamente essa energia que a Duquesa traz na sua música:
“Energia de gostosa, atitude de gostosa. Quem bate boca é as feia, as feia que faz fofoca.”
E isso faz com que as “canetadas” lançadas por essas mulheres sejam muito mais do que apenas novos lançamentos de rap. Trata-se de um verdadeiro movimento de empoderamento feminino, uma forma de as mulheres se encontrarem e entenderem seu valor na sociedade. Ou melhor: A sociedade precisa entender que as mulheres não nasceram para caber em espaços limitados, mas para quebrar barreiras que por muito tempo foram criadas e sustentadas por homens que não conseguem enxergar o quão extraordinária uma mulher pode ser.
Somos força, inteligência, coragem e resistência. Todos os dias, mulheres lutam para ter voz, respeito e liberdade em um mundo que ainda tenta silenciá-las. Mas, mesmo diante das dificuldades, continuamos ocupando lugares, realizando sonhos e mostrando que somos capazes de ir muito além do que esperam de nós. Ser mulher é transformar dor em força e existir mesmo quando tentam nos diminuir.




