Comerciantes da fronteira apontam contrabando e concorrência desleal

Foto: Secom

Comerciantes de Brasiléia e Epitaciolândia, na fronteira do Acre com a Bolívia, relatam prejuízos causados pela venda de mercadorias contrabandeadas e pela concorrência desleal de produtos estrangeiros. As queixas foram registradas no estudo “Ambiente de Negócios do Acre 2026, Diagnóstico e Percepções Empresariais”, realizado pelo Sebrae em parceria com o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento e consultado pelo ac24horas nesta segunda-feira (10).

Segundo o documento, o ambiente de negócios em Brasiléia é fortemente influenciado pelo comércio local de estrangeiros, e os comerciantes brasileiros encaram com descontentamento a presença ilegal e a venda de produtos contrabandeados.

No município vizinho de Epitaciolândia, além dessa queixa, os empresários destacam o elevado valor do Imposto Predial e Territorial Urbano, o IPTU, que segundo eles estaria levando muitos comerciantes a migrarem para Brasiléia.

A pesquisa aponta ainda que a localização na tríplice fronteira gera uma dinâmica de concorrência desleal, com a entrada de produtos sem a devida tributação e fiscalização, o que prejudica os produtores locais e compromete a segurança pública. Para os autores, a fronteira, que deveria ser um vetor de integração e desenvolvimento, muitas vezes se torna uma área de vulnerabilidade.

Rebeca Martins

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