“É nosso dever reconstruir”, diz presidente do Deracre

A presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), Sula Ximenes, utilizou as redes sociais neste domingo (7) para se manifestar sobre o desabamento parcial da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, ocorrido na noite da última sexta-feira (5).

Na publicação, a gestora destacou que a decisão de interditar a estrutura foi tomada para preservar vidas diante do avanço dos problemas identificados na ponte.

“Interditar uma ponte não é fácil, mas proteger a vida das pessoas é o que vem em primeiro lugar”, afirmou.

Sula Ximenes relatou que recebeu a notícia do colapso da estrutura com tristeza, tanto como gestora pública quanto como acreana, ressaltando a importância histórica e simbólica da ponte para a população de Sena Madureira.

“Doeu como acreana e doeu como presidente do Deracre. Porque, em momentos assim, é impossível separar as duas coisas”, declarou.

A presidente também relembrou a trajetória de Frei Paolino Baldassari, religioso que dá nome à ponte e que marcou a história do município por seu trabalho junto às comunidades da região.

“Cresci ouvindo falar de Frei Paolino e da forma como ele atravessava rios para cuidar das pessoas. Por isso, aquela ponte sempre teve um significado diferente para Sena Madureira”, destacou.

Apesar da gravidade do incidente, Sula ressaltou o alívio pelo fato de não haver registro de mortes em decorrência do desabamento. Segundo ela, a situação reforça a importância da decisão de interditar a estrutura logo após a identificação dos riscos.

A presidente do Deracre afirmou ainda que a situação das pontes do Acre sempre foi uma preocupação da autarquia, especialmente em razão da idade avançada de muitas estruturas espalhadas pelo estado.

“Muitas pontes passam mais de meio século enfrentando enchentes, erosão e o desgaste do tempo, sem os cuidados e investimentos necessários ao longo dos anos”, observou.

De acordo com Sula Ximenes, as equipes técnicas acompanharam de perto a evolução do problema em Sena Madureira e recomendaram a interdição imediata da ponte assim que os riscos foram constatados.

Ela reconheceu os transtornos causados à população com a interrupção da travessia, mas reforçou que a medida foi necessária para garantir a segurança dos usuários. “Eu sei o quanto aquela travessia fazia parte da rotina da cidade e o quanto a interdição trouxe dificuldades para muita gente. Mas, naquele momento, a prioridade era preservar vidas”, afirmou.

Ao final da mensagem, a presidente do Deracre destacou que o foco agora está na reconstrução da estrutura e na busca de soluções para restabelecer a mobilidade da população de Sena Madureira. “Agora também é nosso dever reconstruir. O Acre conhece as dificuldades dos seus rios, das enchentes e das distâncias. E sempre que foi preciso, encontramos uma forma de seguir em frente”, concluiu.

Assista ao vídeo:

Saimo Martins

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