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e você acompanha o KATSEYE, provavelmente já percebeu que 2026 está sendo um ano gigante para o grupo. Depois de subir no palco de grandes festivais e lançar músicas que conquistaram o topo das paradas, Daniela, Lara, Manon, Megan, Sophia e Yoonchae agora chegam aos cinemas com KATSEYE: Wild Hearts.
O filme é um documentário que mergulha nos bastidores da rápida ascensão do girl group global. E, para completar a nova era, as meninas lançaram também o EP WILD, que conta com o single Hootie Frutti, que mistura batidas de funk e letra em português.
Mas, afinal, o que torna o KATSEYE tão especial? O grupo nasceu em 2023 a partir do reality The Debut: Dream Academy, uma parceria entre a HYBE e a Geffen Records que reuniu candidatas de diferentes partes do mundo. Ao todo, cerca de 120 mil pessoas participaram do processo, até que seis integrantes fossem escolhidas.
Desde então, o KATSEYE passou de um projeto de reality show a um dos nomes mais comentados da música. Em março, o grupo fez sua estreia no Brasil durante o Lollapalooza, em São Paulo. Poucas semanas depois, chegou ao Coachella. Agora, KATSEYE: Wild Hearts transforma toda essa trajetória em filme — e aqui estão cinco motivos para conferir o projeto nas telonas!
O que acontece nos bastidores
Esqueça por um momento os figurinos impecáveis, as coreografias sincronizadas e os milhões de visualizações. Um dos maiores atrativos do filme é justamente mostrar o que existe por trás da imagem de popstars que parecem estar sempre prontas para o próximo desafio. O documentário reúne entrevistas com as integrantes, imagens inéditas de bastidores, ensaios, apresentações e vídeos enviados pelos EYEKONS, nome dado aos fãs do grupo.
É nesse lado mais pessoal que aparecem alguns dos momentos mais interessantes. Yoonchae fala sobre a dificuldade de se sentir confortável diante das câmeras. Daniela aborda suas origens latinas e a experiência de cantar em espanhol em Gabriela. Lara fala sobre sua participação no processo criativo, inclusive na faixa UNLOVEU, enquanto Megan compartilha reflexões sobre saúde mental e sobre a dificuldade de equilibrar a pessoa por trás da artista com a figura pública acompanhada por milhões de pessoas.
Elas não têm medo de arriscar
Se existe um momento que resume a trajetória do KATSEYE, é a história de Gnarly. Quando a música foi lançada, em 2025, a reação inicial dividiu bastante os fãs e o público. Para as integrantes houve até o medo de que a recepção negativa significasse que algo estava dando errado. Só que aconteceu justamente o contrário. O hit entrou na Billboard Hot 100 e se tornou um dos pontos de virada da carreira do grupo. O relato é importante porque ajuda a entender a personalidade do KATSEYE.
Lidando com as críticas
Por mais querida que uma figura pública seja, lidar com críticas faz parte da exposição — e essa é uma realidade que as integrantes do KATSEYE estão aprendendo a enfrentar. Em uma cena, Lara reflete sobre a necessidade de separar a persona pública da vida pessoal: “Quando você escolhe ser artista ou figura pública de alguma forma, não pode levar tudo para o lado pessoal. Elas não são minhas irmãs. Elas não fazem parte da minha vida real. Elas não nos conhecem de verdade.”
Já Megan fala sobre os impactos que a exposição constante pode ter na saúde mental, especialmente por ter entrado tão cedo na indústria do entretenimento. “Ser jogada na indústria, ainda sou muito jovem, em uma idade tão precoce, acho que muitas coisas que você nem imaginaria influenciam a saúde mental”, conta. Para ela, é importante reconhecer que a artista e a pessoa são duas coisas diferentes: “Não sou a KATSEYE Megan o tempo todo. Há dias em que preciso de uma pausa, o que é completamente normal.”
Quando você escolhe ser artista ou figura pública de alguma forma, não pode levar tudo para o lado pessoal. Elas não são minhas irmãs. Elas não fazem parte da minha vida real. Elas não nos conhecem de verdade.
Sophia e Manon
Apesar do afastamento das duas integrantes para cuidarem da saúde mental, Manon aparece nas gravações feitas antes do hiato e sua ausência é sentida pelo resto do grupo. “Quando Manon entrou em hiato, foi definitivamente triste”, afirma Megan. “Assim como sua calma, a maneira como ela se porta, a maneira como ela fala. Ela é uma pessoa com quem se tem muita facilidade para conversar. Ela sabe como falar com as pessoas.”
Aquecimento para a era WILD
Talvez o motivo mais divertido para assistir KATSEYE: Wild Hearts seja que o filme não olha apenas para o passado, mas também prepara o terreno para o próximo capítulo. Com seu terceiro EP lançado, o projeto chega depois de Pinky Up e Animal, que ajudaram a manter o grupo em alta nas paradas, e apresenta uma fase que as integrantes descrevem como mais autêntica e conectada à identidade artística que estão construindo.
Em pouco mais de dois anos, elas saíram de um reality show para ocupar grandes espaços e o documentário funciona como uma retrospectiva dessa velocidade, mas também como um convite para acompanhar o que vem depois. Agora resta esperar pela WILD WORLD TOUR marcada para começar em setembro.
KATSEYE: Wild Hearts está em cartaz nos cinemas em sessões limitadas, enquanto o EP WILD já pode ser ouvido nas plataformas digitais.




