“Voto de opinião” foi decisivo para eleição à Câmara, diz Pedro Longo

Foto: Sérgio Vale

Eleito deputado federal pelo MDB, o deputado estadual Pedro Longo (MDB) atribuiu nesta terça-feira, 06, a vitória nas urnas à avaliação dos dois mandatos que exerceu na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e ao apoio de eleitores que, segundo ele, buscavam um representante com experiência jurídica e conhecimento da realidade do Estado.

Longo decidiu não disputar a reeleição para deputado estadual e concorreu pela primeira vez à Câmara dos Deputados. Magistrado aposentado e professor de Direito, ele afirmou que a votação representou uma avaliação do trabalho realizado na Aleac e destacou o chamado “voto de opinião”.

“Olha, eu acho que primeiro foi um julgamento do nosso mandato. De quatro em quatro anos, nós somos submetidos ao concurso mais rigoroso que existe, que é o concurso da avaliação popular do que você fez. Então, eu acho que o nosso mandato aqui na Assembleia, nossos dois mandatos, foram bem avaliados, mas principalmente eu recebi muito apoio, aquele chamado voto de opinião, voto das pessoas que querem se sentir bem representadas em Brasília”, afirmou.

Segundo o deputado eleito, a formação jurídica precisa ser acompanhada do conhecimento sobre as dificuldades enfrentadas pela população em diferentes regiões do Acre. Ele citou visitas a aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas e localidades onde ainda há dificuldades de acesso à energia elétrica.

“Eu tenho dito que só conhecimento jurídico também não é suficiente. É preciso conhecer a realidade da nossa gente, saber como se vive numa aldeia indígena, lá na ponta de um ramal onde às vezes nem energia elétrica ainda chegou, como vivem as comunidades ribeirinhas. E foi isso que eu dediquei o meu mandato, a fazer essas visitas, a ter esse conhecimento, sentir as dores das pessoas e encampar essas pautas”, disse.

Longo também citou entre as prioridades do mandato o desenvolvimento econômico, o apoio aos pequenos produtores, a questão dos embargos ambientais, a manutenção da BR-364 e projetos ligados ao cooperativismo e ao associativismo.

Para ele, a organização dos pequenos produtores em cooperativas e associações pode ampliar a capacidade de investimento, produção e comercialização. “No nosso estado, a maior parte das pessoas, dos produtores, são pequenos, e às vezes é muito difícil um pequeno produtor conseguir modernizar sua produção, adquirir maquinário, conseguir o calcário, conseguir a mecanização, mas quando eles se unem em uma cooperativa ou em uma associação de produtores, aquilo que é difícil no CPF começa a se tornar viável no CNPJ, usando a expressão popular”, afirmou.

O deputado eleito disse ainda que pretende defender em Brasília políticas que permitam aos produtores ampliar a produtividade e agregar valor à produção. “Então eu invisto muito, porque eu acredito nessa organização em que as pessoas fazem de uma forma mais fraterna, sem o atravessador, mas elas próprias se organizam para aumentar sua produção, ter mais produtividade, poder escoar e vender também industrializado, agregando valor em melhores condições”, declarou.

No segundo turno da eleição para o governo do Acre, Longo mantém o apoio à candidata Mailza e afirmou acreditar que ela será vencedora, embora tenha ressaltado que o resultado só será definido pelas urnas.

“Não, a eleição só se decide, temos que respeitar os eleitores. A eleição só se decide quando a urna é aberta. Nessa eleição mesmo tivemos surpresas, mas eu acredito que sim, a governadora Mailza vai confirmar no segundo turno a sua vitória. Ela teve um resultado muito expressivo, eu não tenho nenhuma dúvida de que as urnas, quando abrirem, vão apontar essa realidade”, afirmou.

Lucas Vitor

Com informações do ac24horas

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