Vídeo: Parente de vítimas de queda de helicóptero no RJ revela como descobriu sobre acidente: “O último passeio de metade da minha família”

Turistas colombianas faziam parte de uma família de seis pessoas. (Foto: Reprodução/Instagram)

Quatro pessoas morreram na queda de um helicóptero, neste sábado (8), próximo à Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Segundo a TV Globo, o Corpo de Bombeiros informou que, entre as vítimas, estavam o piloto e três turistas colombianas. Elas eram avó, mãe e filha. Os parentes delas — que também fariam o passeio — prestaram uma emocionante homenagem nas redes.

As vítimas são o piloto Alessandro Rocha, Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17. A idade do condutor não foi divulgada. Conforme o jornal O Globo, elas faziam parte de uma família de seis pessoas, que chegou à cidade na última segunda-feira (3) e tinha viagem marcada para a próxima terça-feira (11).

Os familiares haviam contratado, por R$ 4,4 mil, um pacote turístico para sobrevoar a cidade com a empresa Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda. O grupo se dividiu em dois para o passeio. Os outros três parentes embarcariam no helicóptero logo que ele retornasse ao hangar do Aeroporto de Jacarepaguá.

As vítimas decolaram por volta das 10h40, enquanto o restante da família permaneceu em solo. Victor Manrique, filho, irmão e tio das colombianas, contou que chegou a trocar mensagens com elas enquanto aguardava o retorno da aeronave. No entanto, a irmã Wendy parou de responder em determinado momento.

Ainda conforme o jornal, Victor ouviu de funcionários que o piloto Alessandro precisava fazer um pouso de emergência. Ele e os outros familiares só souberam do acidente após uma hora, por meio de sites de notícias e de jornalistas brasileiros que estavam no local de embarque.

Turistas colombianas faziam parte de uma família de seis pessoas. (Foto: Reprodução/Instagram)

Em suas redes sociais, Victor prestou uma homenagem à família, com registros da viagem e uma despedida. “O último passeio de metade da minha família. Obrigado, Deus, por permitir que minha família conhecesse o quanto este mundo é bonito e, agora, dar a elas a oportunidade de conhecer a beleza do paraíso. Minha irmãzinha, minha mãe e minha sobrinha! Vou amá-las para sempre nesta vida e na outra“, escreveu.

O colombiano também agradeceu o apoio recebido depois do acidente, tanto no Brasil quanto em seu país. “Obrigado a todas as autoridades e pessoas que, de forma desinteressada, têm nos acompanhado neste lindo país, o Brasil, e na Colômbia, e nos feito sentir o quanto elas eram queridas“, afirmou.

A família estava no Rio em uma viagem para celebrar os 15 anos da filha de Victor, Laura, que também embarcaria com o pai no voo seguinte. Alessandro Rocha, que pilotava o helicóptero, um Robinson R44, deixou esposa e dois filhos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11 para atender à ocorrência. Os destroços foram encontrados em uma área de mata íngreme e de difícil acesso. Após atingir a encosta, a aeronave explodiu, e o combustível provocou um incêndio na vegetação. Os quatro ocupantes morreram carbonizados.

Cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais participaram da ação. O incêndio provocado pela queda foi controlado, e equipes da Polícia Civil e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionadas para os trabalhos de perícia e investigação das causas do acidente.

Família viajou para o Rio para celebrar um aniversário. (Foto: Reprodução/Instagram)

Em entrevista à Globo, neste domingo (9), Victor falou sobre a demora da empresa em se pronunciar sobre o acidente. “Passou uma hora e não tivemos uma resposta oficial. Buscamos na internet detalhes sobre o acidente, pois começamos a receber informações e soubemos que era nossa família porque era o único voo, o mesmo horário, a mesma quantidade de pessoas, então já sabíamos que eram eles“, declarou.

De acordo com a esposa dele, Laura, a companhia afirmou que as vítimas haviam feito um pouso forçado e que não havia motivo para preocupação. “Vimos que elas não voltavam e continuavam saindo vários helicópteros. Saíam e voltavam. Eu sei porque duas famílias me pediram o favor de tirar uma foto. Iam e voltavam, iam e voltavam. E seguiram operando. E eles já sabiam do acidente“, lamentou.

Victor também chamou atenção para os acidentes frequentes no Rio de Janeiro. “Meus familiares já se foram e não vou recuperá-los. Eu não tinha consciência sobre o assunto de helicópteros no Rio. Só hoje eu soube que aconteceram outros acidentes, em que morreram seis pessoas em junho e julho. Eu entenderia que não estivessem voando helicópteros; deveria ser o mínimo, deveria ser proibido. O que eu quero é que nenhuma outra família que venha para esse país maravilhoso tenha que viver o que estou vivendo“, observou.

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