Um turista holandês, de 26 anos, morreu, nesta terça-feira (28), após o tombamento de uma embarcação no Parque Nacional do Iguaçu, no Oeste do Paraná. O jovem era uma das oito pessoas presentes na atividade realizada pelo Macuco Safari. A confirmação do falecimento foi feita à afiliada da TV Globo, RPC, pelo gerente da empresa.
O Corpo de Bombeiros foi comunicado sobre a ocorrência às 12h20. De acordo com a corporação, um dos tripulantes foi socorrido pela equipe de atendimento do parque e encaminhado ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu. Além dele, outras quatro vítimas, sendo três mulheres e um homem, receberam atendimento no local e, em seguida, foram levadas ao encontro de seus familiares.
O piloto e o copiloto da embarcação buscaram ajuda posteriormente no Porto Seco do Kattamaram, onde foram avaliados por equipes dos bombeiros e encaminhados a uma Unidade de Pronto Atendimento.
Ainda segundo a instituição, o homem que morreu sofreu um afogamento e teve uma parada cardiorrespiratória. Assim como os demais, ele recebeu os primeiros atendimentos no parque, mas foi transportado até o Porto Seco do Kattamaram e levado de ambulância ao Hospital Municipal, onde a morte foi confirmada.
A RPC informou que a família holandesa havia chegado a Foz do Iguaçu na segunda-feira (27) e planejava deixar a cidade na quinta-feira (30).
Em nota, a empresa responsável pelo passeio, a Macuco Safari, lamentou o ocorrido. “A empresa manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de um dos turistas e solidariza-se com os familiares e amigos da vítima. Ela segue prestando assistência às vítimas, oferecendo todo o suporte necessário”, escreveu.
Investigação
Após o acidente, equipes da Marinha do Brasil estiveram no local. Segundo o órgão, a Capitania Fluvial do Rio Paraná vai instaurar um inquérito para apurar “as circunstâncias, causas e eventuais responsabilidades relacionadas ao incidente”. A Polícia Civil também compareceu ao parque para realizar as primeiras diligências.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável por fiscalizar o contrato entre o Parque Nacional do Iguaçu e a Macuco Safari, informou que verificou a documentação da concessionária e concluiu que ela está regular. O instituto acrescentou que segue colaborando com as autoridades na apuração das causas do acidente.
Segundo a RPC, entre 11h e 13h, período em que o acidente aconteceu, a vazão média das Cataratas do Iguaçu era de 4,3 milhões de litros de água por segundo, quase três vezes acima da média considerada normal, de 1,5 milhão. Apesar disso, até o momento, não há indícios de que o volume de água tenha relação com o tombamento da embarcação.


Após o acidente, a Macuco Safari suspendeu temporariamente as atividades. Os visitantes que já haviam adquirido o passeio poderão optar pelo ressarcimento do valor pago ou pela remarcação da experiência.
No pronunciamento, a empresa também afirmou que está colaborando com as investigações. “No momento, as causas do acidente serão apuradas pelos órgãos competentes, com os quais a empresa está colaborando integralmente, disponibilizando todas as informações necessárias para a investigação”, declarou.
“O Macuco Safari é uma empresa que atua há mais de 40 anos no Parque Nacional do Iguaçu, recebendo visitantes do mundo inteiro. É uma empresa comprometida com a segurança dos seus clientes, possuindo todas as certificações e licenças, operando com veículos elétricos e embarcações modernas e seguras”, concluiu a nota.
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