Delegação foi orientada a deixar o país imediatamente após o primeiro jogo no Mundial; capitão Mehdi Taremi chegou a ser retido no aeroporto antes de voltar ao México
A estreia da Seleção do Irã na Copa do Mundo provou que a tensão entre o país do Oriente Médio e os Estados Unidos ultrapassa as barreiras políticas. Após um empate suado de 2 a 2 contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, na última segunda (15/6), a delegação iraniana enfrentou uma verdadeira dor de cabeça com as autoridades imigratórias norte-americanas.
De acordo com o técnico Amir Ghalenoei, o apito final não trouxe descanso, mas sim uma “ordem imediata” das autoridades para que a equipe deixasse o território norte-americano. O clima de incerteza se agravou no aeroporto de Los Angeles, momento em que o capitão, o centroavante Mehdi Taremi, com o membro da comissão técnica Saeid Alhouei, foram retidos pela imigração.
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Atletas do IrãCrédito: Reprodução Globo

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Agências estatais de notícias do Irã denunciaram um “atraso injustificado” e um rigor incomum na checagem de passaportes e vistos da dupla. Após os procedimentos burocráticos e a liberação, toda a equipe conseguiu embarcar rumo a Tijuana, no México. Vale lembrar que a Fifa decidiu transferir a base de hospedagem da delegação para solo mexicano justamente para tentar contornar possíveis atritos diplomáticos.
Apesar de a equipe já estar instalada no México, os dirigentes enfrentam um novo entrave diplomático. O atacante Mehdi Torabi embarcou com um visto americano de entrada única, deferido pelo Governo dos EUA, enquanto o restante do grupo possui permissão de múltiplas entradas.
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