Surto de sarampo nos EUA pode chegar ao Acre

O surto de sarampo registrado nos Estados Unidos pode ter reflexos no Acre e no restante do Brasil, na avaliação do Ministério da Saúde. O ministro Alexandre Padilha alertou nesta quinta-feira (13) para o risco de entrada de casos importados no país e reforçou a necessidade de manter a vacinação contra a doença em dia. A declaração foi dada no âmbito da Campanha de Multivacinação 2026, que segue até 1º de setembro com foco em crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Segundo o ministro, o país recupera índices de cobertura vacinal, mas o esquema precisa de atenção contínua. Ele citou o cenário internacional para justificar o reforço da imunização. “Estamos recuperando a cobertura vacinal, mas sempre temos que manter isso atualizado. Também estamos chamando a atenção para o reforço da vacina do sarampo. Outros países do mundo pararam de vacinar, tiveram explosão de casos de sarampo. Os Estados Unidos estão vivendo o maior surto de sarampo nos últimos 35 anos da história deles. E esses casos vêm para o Brasil, de forma importada”, afirmou.

No Acre, a vacinação contra o sarampo é ofertada por meio da tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. O imunizante integra a lista de vacinas disponíveis na campanha, aplicadas conforme idade, histórico vacinal e indicação de cada pessoa. O estado recebeu ao longo de 2026 cerca de 597,5 mil doses de imunizantes, todas incluídas no Calendário Nacional de Vacinação.

Durante a mobilização, a vacinação é seletiva, os profissionais de saúde verificam a caderneta e aplicam apenas as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto. Pais e responsáveis devem levar o documento aos serviços de vacinação. O Dia D nacional está marcado para 22 de agosto.

A vacinação é apontada pelo Ministério da Saúde como a principal forma de prevenção contra doenças imunopreveníveis. Coberturas elevadas reduzem a circulação de vírus e bactérias e evitam o retorno de enfermidades que podem causar complicações graves, sequelas e mortes.

Rebeca Martins

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