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omeçar uma nova relação deve vir acompanhado de várias conversas importantes. Entre elas, a sobre saúde sexual. Antes das primeiras relações com o parceiro ou parceira, falar sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e sobre a realização de exames pode ser uma forma de cuidar de si e da outra pessoa.
A ginecologista Juliana Teixeira explica ao SOS Sexo da CAPRICHO que o check-up para ISTs pode envolver exames de sangue e também a coleta de amostras da região íntima. “No sangue, a gente vai testar HIV, HTLV, sífilis, hepatite B e hepatite C. Na área íntima, a gente vai testar diretamente o HPV, a clamídia, gonorreia, tricomonas e o Mycoplasma genitalium“, afirma.
Então, sim, existem diferentes exames capazes de identificar ISTs, mas a médica alerta que nenhum check-up consegue detectar absolutamente todas as infecções em qualquer situação. “Tem doenças que a gente não consegue diagnosticar muito bem nos exames, por exemplo, a herpes genital”, diz.
Além disso, mesmo quando os resultados são negativos, ainda existem limitações nos exames. Alguns podem apresentar resultados falsos negativos — quando o teste não identifica uma infecção que está presente.
Por isso, o resultado de um check-up não deve ser usado como argumento para abandonar o preservativo. “Exame normal não significa autorização para poder nunca mais usar preservativo, tá bom?”, reforça.
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