Sob liderança de Mailza, Acre conquista investidores e amplia conexões internacionais

. Foto: Diego Gurgel/Secom

O primeiro dia do evento “Vem pro Acre – Amazônia: Conexão Pacífico, Turismo e Negócios”, realizado nesta quinta-feira (14), no Rio de Janeiro, consolidou o Acre como vitrine de oportunidades estratégicas para investidores nacionais e internacionais. Sob a liderança da governadora Mailza Assis Cameli (Progressistas), o encontro resultou no avanço de acordos nas áreas de energia limpa, logística internacional, inovação tecnológica e integração comercial com países da América do Sul.

A articulação institucional conduzida pelo governo acreano atraiu empresários interessados no potencial sustentável do estado, entre eles o investidor Demóstenes Barbosa da Silva, que confirmou aportes na área de energia limpa, com previsão inicial de aproximadamente meio bilhão de reais.

Demosténes fechou investimentos no Acre orçados em mais de meio milhão de reais. Foto: Tácita Muniz/Secom

“Vislumbramos no Acre uma enorme oportunidade de acelerar o desenvolvimento da região amazônica. É possível produzir biocombustíveis verdes em grande escala, convertendo hidrogênio em amônia e outros derivados para uso energético”, afirmou.

O empresário destacou que o Acre reúne condições privilegiadas para se tornar referência em combustíveis sustentáveis, graças à intensa incidência solar, disponibilidade hídrica e viabilidade para produção de hidrogênio verde, hoje considerado estratégico para o futuro da matriz energética global.

. Foto: Diego Gurgel/Secom

Além da construção da usina solar fotovoltaica que abastecerá o aeroporto de Rio Branco, já em andamento por meio da Vinci Airports, Demóstenes apresentou ao governo estadual uma proposta para implantação de uma linha de produção na Zona de Processamento de Exportação (ZPE), voltada à fabricação de sistemas autônomos de energia.

“Essa iniciativa vai dinamizar a integração social e melhorar a qualidade de vida em regiões isoladas”, destacou.

Segundo ele, embora os investimentos previstos no Acre não ultrapassem R$ 500 milhões, o retorno econômico poderá superar R$ 1 bilhão ao ano.

“É um benefício amplamente compensador, que alia sustentabilidade, inovação e desenvolvimento econômico”, concluiu.

A presidente da Agência de Negócios do Acre (Anac), Waleska Bezerra, ressaltou que a agência tem cumprido papel decisivo na aproximação entre investidores e o governo estadual, fortalecendo a política de atração de novos negócios implementada pela gestão Mailza Assis.

“O principal papel da Anac é fazer essa intermediação entre o Estado e os investidores. Desde que assumi, temos recebido empresários de várias partes do país e, agora, também de fora. Neste evento, tivemos a oportunidade de apresentar o Acre a um investidor interessado em energia solar e em levar internet avançada para municípios isolados, como Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa”, afirmou.

Ela destacou que a relação institucional construída ao longo dos últimos meses foi consolidada durante o encontro.

“Ele veio diretamente de São Paulo para participar e conhecer de perto nossas potencialidades. A expectativa é que futuramente abra uma empresa no Acre. Esse é o nosso papel: criar oportunidades e fortalecer parcerias estratégicas”, disse.

Waleska reforçou que os projetos apresentados estão alinhados à visão sustentável defendida pelo governo estadual.

“Estamos falando de energia limpa, rápida e eficiente. É exatamente esse tipo de investimento que buscamos: soluções que promovam crescimento econômico sem abrir mão da responsabilidade ambiental”, concluiu.

O evento também reforçou o papel estratégico da gestão estadual na consolidação da Rota Internacional do Pacífico, eixo logístico que pode transformar o Acre em corredor de exportação para mercados asiáticos.

Representando a Trans Acreana, Rafael Catarino destacou a importância do apoio institucional para fortalecer a conexão entre Brasil e Peru.

“A Trans Acreana é uma empresa acreana, com raízes e vínculos fortes com o estado. O proprietário tem um carinho especial pelo Acre e busca sempre investir, trazendo ônibus novos e ampliando oportunidades. A Rota do Pacífico é uma grande chance de mostrar nosso trabalho e criar novas histórias para os passageiros”, afirmou.

A empresa opera atualmente a rota entre o Rio de Janeiro e Lima, no Peru, e discute novas parcerias para ampliar pacotes turísticos entre Rio Branco, Porto Maldonado e Cusco.

“Estamos trabalhando para oferecer os melhores preços e experiências às agências parceiras, garantindo que os passageiros tenham acesso a serviços de qualidade e rotas estratégicas”, explicou.

O diretor da ZPE do Acre, Lauro Veiga, destacou o ambiente seguro construído pelo governo estadual para novos negócios.

“Nosso objetivo é criar um ambiente favorável para investidores, com políticas de incentivo que incluem redução de tributos e facilidades logísticas. A ZPE do Acre está preparada para receber empresas que desejam atuar em mercados internacionais, aproveitando a posição estratégica do estado na rota de integração com o Peru e outros países”, afirmou.

Já o ex-presidente do Congresso peruano, Eduardo Salhuana Cavides, ressaltou a importância da aproximação liderada pelo Acre.

“É uma satisfação enorme ver o Acre e o Peru estreitando suas relações. O Acre se consolida como porta de entrada do Brasil para o Pacífico, e o Peru está preparado para atender às demandas de exportação e ampliar o comércio bilateral. Essa rota representa uma oportunidade estratégica para reduzir custos logísticos e tornar os produtos brasileiros mais competitivos nos mercados internacionais”, afirmou.

Ele também destacou o potencial do Porto de Chancay.

“O Porto de Chancay é totalmente automatizado e está se tornando referência no continente. Com investimentos robustos, será um dos principais terminais da região, capaz de receber navios de grande porte e atender às necessidades crescentes do comércio internacional”, explicou.

Segundo Cavides, essa infraestrutura amplia as possibilidades comerciais entre Brasil, Peru e Ásia.

“Essa infraestrutura fortalece não apenas o Peru, mas também o Brasil, que poderá acessar mercados globais com maior eficiência e competitividade”, concluiu.

O representante da Somas Amazônia, Alexandre Agra, destacou o impacto positivo da iniciativa promovida pelo governo acreano.

“Vejo esse evento da maneira mais positiva possível. Nosso grande desafio é diminuir a distância histórica que sempre existiu entre o território amazônico e o restante do país. A missão da Somas Amazônia é justamente servir como ponte entre o Acre e o mundo”, afirmou.

Ele também reforçou a intenção de ampliar a presença da cultura acreana em mercados nacionais e internacionais.

“Queremos cooperar em operações que promovam o Acre e a Amazônia, levando nossa cultura e identidade para o Brasil e para o mundo”, disse.

Lucas Vitor

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