Acre registrou 6 mil desocupados no 1º trimestre de 2026, diz IBGE

Foto: Reprodução

O Acre encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um dos menores contingentes de pessoas desocupadas do país, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (14). O estado registrou cerca de 6 mil desocupados no período, ficando atrás apenas de Roraima, que contabilizou 3 mil pessoas sem trabalho.

Os colocam o Acre entre os estados brasileiros com menor volume absoluto de desempregados. Na região norte, o Pará aparece com o maior contingente de desocupados, somando 33 mil pessoas, seguido pelo Amazonas, com 14 mil. Apesar do baixo número absoluto de desempregados, o Acre apresentou taxa de desocupação de 4,3% no primeiro trimestre deste ano, acima da média nacional, que ficou em 3,8%. O estado também contabilizou 322 mil pessoas ocupadas no período.

Ainda de acordo com os dados, 662 mil pessoas no Acre com 14 anos ou mais, teoricamente aptas a trabalhar. A diferença entre o total da população em idade de trabalhar e o número de pessoas ocupadas pode gerar dúvida sobre os indicadores de desemprego, mas o IBGE explica que a taxa de desocupação considera apenas a chamada força de trabalho, grupo formado por quem está empregado ou procurando emprego. Pessoas fora do mercado de trabalho, como estudantes, aposentados, donas de casa e quem desistiu de procurar vaga, não entram no cálculo.

Os dados do levantamento ainda indicam possível diferença estatística causada por arredondamentos nas tabelas divulgadas pelo instituto, já que o contingente absoluto de desocupados apresentado na pesquisa sugere percentual inferior aos 4,3% oficialmente registrados para o Acre.

No cenário nacional, São Paulo lidera o número de desocupados, com 382 mil pessoas sem emprego, seguido por Minas Gerais, com 178 mil, e Rio de Janeiro, com 145 mil.

A PNAD Contínua é a principal pesquisa do IBGE sobre mercado de trabalho e acompanha trimestralmente indicadores de ocupação, desemprego e rendimento em todas as unidades da federação.

Whidy Melo

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