O governo do Acre lançou o Sistema Digital do Comprac, plataforma criada para modernizar a gestão do Programa de Compras Governamentais de Incentivo às Indústrias do Acre. A ferramenta entra em operação após o programa ultrapassar a marca de R$ 200 milhões em demandas públicas destinadas a empresas acreanas nos últimos quatro anos. A ideia é acelerar processos, ampliar a transparência e facilitar o acesso da indústria local no fornecimento aos órgãos públicos estaduais.
O lançamento foi realizado na terça-feira, 2, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), em Rio Branco, reunindo representantes do governo, empresários e lideranças do setor produtivo. Atualmente, o Comprac conta com 116 empresas credenciadas em segmentos como mobiliário, confecções, construção civil, alimentos e produtos gráficos, consolidando-se como uma das principais políticas de incentivo à produção industrial e internalização de recursos.
Segundo o secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, Márcio Valter Agiolfi, a digitalização busca reduzir etapas burocráticas e aproximar o programa das necessidades reais das empresas. “O Comprac sai de um formato analógico para um ambiente digital. O empresário busca dinamismo e agilidade, e essa ferramenta foi desenvolvida justamente para dar mais velocidade aos processos e entregar os resultados que o setor produtivo espera”, afirmou o gestor.
Para o presidente em exercício da Fieac, João Paulo de Assis, a nova plataforma fortalece uma política pública que já produz bons resultados para a indústria acreana. “Não é um novo Comprac. É o mesmo programa andando mais rápido, com mais musculatura e alcançando mais setores da indústria. A plataforma facilita o acesso às informações, agiliza credenciamentos e amplia as oportunidades para as empresas acreanas participarem das compras governamentais”, avaliou ele.
O deputado federal José Adriano destacou que o fortalecimento da indústria local tem reflexos diretos na manutenção dos empregos para a população e na circulação de renda dentro do estado. “Quando priorizamos produtos fabricados aqui, por empreendimentos daqui, estamos fortalecendo empresas, preservando postos de trabalho e movimentando a economia acreana. O setor industrial é estratégico para o desenvolvimento e para a geração de oportunidades”, disse.
Desenvolvido pela empresa acreana Hydros, o sistema reúne em um único ambiente digital editais, credenciamentos, documentos e demandas dos órgãos públicos participantes. A plataforma pode ser acessada por computador, celular ou tablet e foi criada para simplificar o processo de participação nos chamamentos públicos. Segundo Antônio Andson, representante da Hydros, a principal mudança está na automação dos procedimentos e etapas de cada edital feito.
Após o cadastro da empresa, o sistema identifica automaticamente sua atividade econômica e apresenta os editais compatíveis com os produtos ou serviços ofertados. A ferramenta também envia alertas sobre vencimento de certidões e permite acompanhamento em tempo real das oportunidades abertas. Representantes das secretarias da Mulher, de Saúde e de Administração, além da Controladoria-Geral do Estado, Procon e Saneacre, formalizaram novas adesões ao programa. Os atos envolvem demandas de confecções, mobiliário, móveis planejados e gráficos.
A secretária de Estado da Mulher, Simone Santiago, afirmou que a política pública também gera impactos sociais. “Muitas dessas oportunidades chegam diretamente às mulheres, contribuindo para a autonomia financeira, independência e ampliação das possibilidades de decisão sobre suas próprias vidas”, destacou. A presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções e Correlatas do Acre (Sincon), Elaine Guimarães, apontou um grande crescimento do setor dentro do programa.
Segundo ela, o número de empresas credenciadas no segmento passou de 19 para 46. “Isso representa geração de empregos, fortalecimento do setor e novas oportunidades para quem produz no Acre”, afirmou. Atualmente, o Comprac mantém sete editais voltados aos segmentos de uniformes escolares, uniformes funcionais, mobiliário administrativo e escolar, móveis planejados, insumos da construção civil e produtos gráficos. A expectativa do governo é que a digitalização amplie a participação das empresas e fortaleça ainda mais a política às indústrias.
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