Sarah Poncio se manifestou pela primeira vez após a prisão do pai, Márcio Poncio, pela Polícia Federal. Em nota, a deputada estadual afirmou confiar na inocência do empresário, comentou o momento vivido pela família e falou sobre o andamento das investigações.
Sarah Poncio se pronunciou pela primeira vez após seu pai, o pastor e empresário Márcio Poncio, ser preso pela Polícia Federal. As informações são do Portal Leo Dias, publicadas nesta quarta-feira (2).
Em uma nota enviada à imprensa, a deputada estadual pelo Rio de Janeiro declarou acreditar na inocência do pai. “Como filha, esse é um dos momentos mais difíceis da minha vida. Tenho absoluta confiança na inocência do meu pai e acredito que ele terá a oportunidade de demonstrar a verdade dos fatos no curso do processo, com todas as garantias asseguradas pela Constituição”, escreveu Sarah.
A parlamentar também disse confiar que os fatos serão esclarecidos ao longo das investigações.
Os policiais prenderam Poncio em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Ele é investigado por possíveis ligações com a “Máfia do Cigarro”, enquanto Adilsinho é apontado como o chefão do esquema. Pastor da Igreja da Nuvem e empresário, Poncio é uma figura conhecida nas redes sociais, além de ser pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ex-membro da dupla UM44K.
Operação Unha e Carne
Segundo a PF, esta etapa “busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo ‘capo’ da nova cúpula do jogo do bicho [Adilsinho] e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do RJ”. Adilsinho e Bacellar já estavam encarcerados, e o ex-deputado será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal.
A ação se insere no contexto da decisão do STF no julgamento da ADPF 635/RJ, a chamada ADPF das Favelas. Dentre outras providências, a arguição permitiu que a PF conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.
A 5ª fase da Operação Unha e Carne derivou da Operação Fumus, de junho de 2021, que mirava o monopólio de cigarros no Grande Rio. Adilsinho era alvo, mas não foi encontrado na ocasião. À época, a PF descobriu planilhas com “supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.
“As listas chamaram a atenção dos investigadores por possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do RJ”, explicou. De acordo com a Globo, ao menos 20 políticos são investigados por receber mesada de Adilsinho. O bicheiro foi preso quase 5 anos depois, em fevereiro deste ano, em Cabo Frio. Um monitoramento por drones confirmou a localização do contraventor.


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Gabriela Paiva




