Safadão reage a críticas sobre cachê pago por prefeituras: “Ninguém está cometendo um crime”

O artista obteve uma decisão favorável na Justiça após ser acusado de ser “novo ícone da corrupção” por pré-candidato à presidência

O cantor Wesley Safadão reagiu às críticas sobre os cachês recebidos por apresentações contratadas com dinheiro público. Na última semana, a Justiça do Ceará determinou que Renan Santos, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência, apagasse conteúdos em que chama o artista de “novo ícone da corrupção” por valores recebidos de prefeituras do Nordeste.

Em entrevista ao g1 nos bastidores de um evento em Ribeirão Preto (SP), ele se defendeu dos comentários negativos: “Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”.

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Wesley SafadãoReprodução/Instagram/@wesleysafadao

Foto: Reprodução/TV Globo

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“Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar. Eu acho que não tem coisa melhor no mundo do que você deitar com sua consciência tranquila e em paz. Eu sei o tempo de carreira, o tempo de trabalho que eu tenho, e estou muito feliz. Só tenho a agradecer, não tenho nada a reclamar”, continuou Safadão.

O artista, que receberá R$ 1,5 milhão para cantar no São João de Caruaru 2026, destacou que faz valer os valores: “Já ouvi perguntarem como é que um show sobe, de um ano para o outro, mais de 10%? Eu sempre digo que não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam. Não menosprezando a carreira de ninguém, mas, assim, a gente está muito tranquilo quanto a isso”.

Na segunda-feira (27/4), ele obteve uma decisão favorável na ação movida contra Renan Santos por calúnia, difamação e injúria. O pré-candidato à presidência da República pelo partido Missão o acusou de corrupção pelos cachês recebidos com dinheiro público: “O cantor lidera um esquema bizarro que explora prefeituras pobres no Nordeste e toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele. Somente entre 2024 e 2025, Safadão fez mais de 50 contratos a um valor de 52 milhões de reais”.

Guilherme Giagio

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