Rio Branco, capital do estado do Acre e Feijó no interior integram a lista de municípios prioritários da Amazônia com dados sobre desmatamento e ações de controle entre 2019 e 2025, conforme o RAD2025, publicado pelo MapBiomas nesta quarta-feira (27). Os números revelam que, no período analisado, Rio Branco acumulou 42.920 hectares desmatados, com apenas 5,3% da área coberta por algum tipo de autorização federal ou estadual, e 44,6% com alguma ação de fiscalização ou autorização combinadas.
Em Feijó, o cenário é de maior volume de destruição. O município registrou 68.774 hectares desmatados ao longo de sete anos. As ações de fiscalização atingiram 54,5% da área desmatada, enquanto autorizações legais foram identificadas em apenas 6,7% do total. O índice de resposta do poder público em Feijó ainda ficou bem abaixo de municípios de outros estados amazônicos, em Apuí (AM), por exemplo, 93,1% da área desmatada teve algum tipo de ação de controle.
Tarauacá e Manoel Urbano também constam na lista de municípios prioritários. Em Tarauacá, foram 42.416 hectares desmatados no período, com cobertura de fiscalização ou autorização de 36,5%. Em Manoel Urbano, os 26.486 hectares registrados contaram com algum tipo de ação em 47,8% da área. O relatório integra dados de embargos e autorizações de supressão de vegetação de órgãos federais e estaduais, incluindo o Instituto de Meio Ambiente do Acre (IMAC).
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Rebeca Martins



