“Quando passava um carro grande, a ponte balançava”, diz morador de Sena Madureira

Morador de Sena Madureira, o autônomo Moacir Barros Caminha conversou com a reportagem do ac24horas neste sábado (6) e relatou suas impressões após o desabamento da Ponte Padre Paolino Baldassari, ocorrido na noite da última sexta-feira (5).

Morador do Segundo Distrito, Moacir afirmou que utilizava frequentemente a ponte para atravessar até o Centro da cidade e lamentou que a população tenha voltado a depender da travessia fluvial para se deslocar entre as duas regiões.  “Antes a gente passava pela ponte. Agora vamos voltar a depender do barco, como era antigamente. Com certeza vai ser assim novamente”, afirmou.

O autônomo, que trabalha com a venda de salgados, contou que costumava atravessar diariamente entre o Primeiro e o Segundo Distrito para exercer suas atividades. Apesar disso, disse que nunca teve receio de utilizar a estrutura. “Eu nunca tive medo de passar pela ponte. Nas vezes em que utilizei, nunca tinha acontecido nenhum problema. Agora, com a travessia de barco, demora mais. Antigamente eram duas embarcações, hoje é apenas uma, então acaba gerando perda de tempo para quem precisa se deslocar”, relatou.

Moacir destacou ainda que utilizava a ponte desde sua inauguração. “Passei por ela muitas vezes, desde o primeiro dia em que foi aberta. Até poucos dias atrás ainda estava sendo utilizada normalmente, antes da interdição”, disse.

Questionado sobre as condições da estrutura, ele afirmou que percebia vibrações quando veículos pesados atravessavam a ponte. “Quando passava um carro grande, ela balançava. A gente sentia o movimento. Qualquer veículo maior que passava fazia a ponte balançar”, contou.

Apesar disso, o morador afirmou que nunca ouviu comentários sobre um possível risco de desabamento. “Os moradores comentavam sobre o balanço da ponte, mas ninguém imaginava que pudesse acontecer uma coisa dessas. Nunca ouvi ninguém dizer que ela poderia cair”, declarou.

Saimo Martins

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